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WhatsApp: a solução digital que pode ajudar a salvar seu negócio

Pesquisa recente revelou que 83% dos brasileiros utilizam o WhatsApp em alguma parte da jornada de compras de produtos e serviços; saiba como o app ajuda a vender

Em meio a um cenário especialmente desafiador, o varejo brasileiro experimentou um aumento expressivo do comércio eletrônico nos últimos meses, notado principalmente nos resultados dos canais digitais, entre os quais o WhatsApp acaba chamando atenção. De acordo com pesquisa realizada pela Accenture em parceria com o Facebook, 83% dos entrevistados afirmaram que utilizam o app em alguma parte da jornada de compras de produtos e serviços.

Com tal percentual, o Brasil lidera, junto com o Chile, o alcance na América Latina. Em seguida vem Peru (77%), Colômbia (74%), Argentina (71%) e México (53%). Sendo nosso país um dos que mais utiliza esse aplicativo no mundo, os números não surpreendem tanto quanto servem de guia para ações práticas.

negócios pelo WhatsApp | Crédito: Divulgação
Ferramenta gera contratos de forma simplificada | Crédito: Divulgação

Afinal, se na mesma pesquisa, 99% disseram que usam o aplicativo com frequência e não pretendem deixar de usá-lo, é natural que o vejam como um meio fácil, familiar, flexível e conveniente de fazer compras, e que os varejistas encontrem nele uma forma de se aproximar de seus consumidores e potenciais clientes.

“Aqui no Brasil, especialmente, o WhatsApp tem um poder muito grande. As pessoas estão bastante aculturadas a utilizá-lo, desde muito antes da pandemia. Os recursos multimídia que ele tem – de mandar vídeos, fotos, áudio, receber pagamento – permite uma operação completa sem precisar ter algo mais sofisticado. Fora que é uma forma mais direta e rápida de conversar”, destaca Fernando Mansano, empreendedor e especialista em e-commerce.

Um herói na pandemia

Para muitos lojistas, principalmente aqueles que ainda não estavam totalmente inseridos no universo digital, utilizar o WhatsApp serviu como uma tábua de salvação durante os períodos de restrições ao comércio e de distanciamento social. Para outros, o aplicativo era um recurso muito útil mesmo antes da crise atual. Mansano conta, por exemplo, que conhece empreendedores que já contavam com métricas de vendas realizadas pelo WhatsApp.

pagamentos no whatsapp | Crédito: Divulgação

“Havia um que falava, por exemplo, que cada vendedor tinha entre R$70 mil e R$90 mil, por mês, de vendas via WhatsApp – isso antes da pandemia. [Mas] neste momento, o aplicativo acabou exercendo um papel fundamental até por ser a forma mais rápida e acessível para muitos lojistas, tanto em relação aos custos quanto de conhecimento. Era o que tinha na mão para manter o relacionamento com os clientes, informando e divulgando, e manter também o mínimo de atividade econômica, realizando as vendas por ali mesmo”, avalia o especialista.

Até por isso, o nível de sofisticação no atendimento via aplicativo varia muito. Em alguns comércios, são os próprios vendedores ou gerentes que interagem com os clientes; em outros, o atendimento é feito por chatbots. “Nesse sentido, outro aspecto positivo do WhatsApp é que ele respeita o tempo do vendedor e do cliente. Você manda a mensagem e, se a pessoa quiser, ela responde; o telefone, por exemplo, tem que alguém atender, às vezes está todo mundo ocupado. Então ele facilita de ambos os lados”, destaca Mansano.

Produtos consumidos por WhatsApp

Em média, segundo revelou a o levantamento da Accenture, os brasileiros compram cerca de seis categorias pelo aplicativo: roupas, produtos de beleza, alimentos frescos, eletroeletrônicos e cursos online; e mais da metade das pessoas fazem compras pelo aplicativo pelo menos uma vez por semana.

Itens de vestuário aparecem entre as compras mais citadas nas mais de 20 categorias de produtos adquiridos e serviços identificadas pela pesquisa. Essa realidade permitiu, inclusive, o surgimento de um novo comportamento: pequenas lojas que, pelo WhatsApp, mapeiam os gostos de cada cliente e enviam uma mala com peças novas e personalizadas para que eles tenham a opção de experimentá-las em casa, sem compromisso de fechar a compra.

Flexibilidade, aliás, é uma qualidade intrínseca ao app que vem refletindo diretamente na jornada de compras. Segundo os entrevistados, a conversa pelo aplicativo abre espaço para esclarecer dúvidas, negociar preços e condições de pagamento, consultar prazos de entrega e pedir recomendações para amigos e familiares.

Como resultado de experiências positivas, a maioria dos consumidores compartilha de um sentimento de confiança no aplicativo (61% dos usuários deram notas de 9 a 10) e apenas 7% disseram se sentir inseguros ao realizar compras através dele.

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