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“Um líder não é um homem comum”, alerta Fernando Henrique Cardoso

Durante evento online do LIDE, o ex-presidente conversou com empresários sobre o cenário político-social do país; mediação foi feita pelo jornalista Augusto Nunes

O que faz de um presidente um verdadeiro líder? Para Fernando Henrique Cardoso, que ocupou o cargo no Brasil entre 1995 e 2003, um dos pontos essenciais é a comunicação que ele estabelece com a nação. “O poder do presidente é simbólico, em grande medida. O poder que ele tem é falar com o país e mostrar o caminho”, afirmou durante o LIDE Live, que aconteceu nesta quinta-feira, 25 de junho.

O evento foi promovido pelo LIDE Ribeirão Preto, por meio de uma plataforma digital, para integrantes do grupo de líderes empresariais. “É importante ter noção do poder simbólico que o cargo possui. Um líder não é um homem comum. Não pode querer ser um homem comum”, ressaltou o ex-presidente. A mediação da conversa ficou por conta do jornalista Augusto Nunes.

Como agir?

Ainda no sentido de liderança, FHC afirmou que essa é uma característica essencial nos momentos de crise. Contudo, atualmente, o mundo sofre com a ausência de líderes, ao mesmo tempo em que passa por uma crise da democracia representativa.

“Estamos vivendo uma era de comunicação em massa e com mais possibilidade de participação, e também vemos o envelhecimento das lideranças. É necessário que haja convergência entre os poderes pelo bem nacional e social. O presidente precisa ser uma força de convergência”.

Questionado sobre quais seriam suas ações durante a pandemia, se estivesse na presidência, Fernando Henrique Cardoso preferiu não “dar conselhos”, mas lembrou como agiu durante a crise da energia em seu governo.

“O que eu fiz? Chamei quem sabia […] para me ensinar. Porque eu sabia que não sairia do buraco sozinho. Tem que ter humildade para saber que não dá para fazer sozinho. Não queria estar eu no lugar dos que estão hoje. Mas acho que o presidente tem que ser menos afoito, embora eu entenda a aflição dele. Só que precisa ter humildade e chamar quem sabe”.

Por isso também, o ex-presidente defendeu a importância de “conversar com o país”. “É preciso transmitir algum tipo de esperança. É preciso antecipar acontecimento e encontrar caminhos”.

Visão do presente e do futuro

Os participantes do LIDE puderam também conhecer a opinião e as perspectivas de Fernando Henrique Cardoso a respeito do cenário financeiro e político do Brasil e do exterior.

O ex-presidente disse acreditar na recuperação brasileira em um período de médio prazo e que a agricultura e o setor financeiro serão fundamentais para a retomada.

“O Brasil tem grande possibilidade de recuperação por meio da agricultura. Temos alguma dificuldade no setor industrial, mas o setor financeiro também aprendeu bastante e tem condições de ajudar na recuperação. Temos uma mão de obra abundante e setores com empresários fortes que continuarão. Por outro lado, é importante olhar o equilíbrio fiscal com atenção no futuro. Se tivermos sorte, vamos levar mais uns dois ou três anos para recuperar a economia”, observou FHC, afirmando ainda que é necessário “ter racionalidade” na reabertura pós-isolamento social.

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