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Tudo o que você precisa saber antes de usar aparelho nos dentes

A necessidade de usar aparelho na fase adulta preocupa muita gente; mas a evolução da ortodontia permite tratamentos mais tranquilos, explica um especialista

Na área da saúde, os ditados “é melhor prevenir que remediar” e “o tratamento mais fácil, mais barato e mais efetivo é aquele feito antes do problema” nunca deixarão de ser verdades. Por isso, é importante saber quando e como avaliar a necessidade de usar aparelho odontológico, inclusive já na fase adulta.

É inegável que existe certo tabu no uso de aparelho por adultos devido ao impacto estético. O famoso “sorriso metalizado” provoca medo em muita gente, principalmente em quem já passou por essa experiência na infância ou na adolescência. Contudo, o especialista e professor em ortodontia Leandro Bielli Rossi (CROSP 62449) lembra que o avanço da tecnologia criou soluções mais discretas – às vezes, quase invisíveis.

O tipo de aparelho depende das necessidades e das preocupações do paciente | Foto: Rafael Cautella
O tipo de aparelho depende das necessidades e das preocupações do paciente | Foto: Rafael Cautella

“Para o adulto, a estética do aparelho é uma prioridade. Sendo assim, em casos de uso de aparelhos fixos, os braquetes cerâmicos estéticos são a preferência. Eles são feitos de um material transparente e, em determinadas situações, podem passar despercebidos”, destaca o especialista.

Esses aparelhos fixos são os mais comuns em adultos já que permitem um movimento mais controlado, o qual não é possível na mesma medida nos dispositivos removíveis. Mas também existe a possibilidade de fazer combinação com os diferentes tipos de alinhadores.

Tenho mesmo que usar aparelho?

Essa pergunta pode ter como resposta tanto “sim” ou um “depende de você”. Isso porque a decisão de usar aparelho também está relacionada com a motivação: a falta de equilíbrio ou harmonia dos dentes atrapalha você? Como? Quanto?

“Na maioria das vezes, os motivos vinculados a estética do sorriso são a maior queixa dos pacientes adultos que buscam tratamento ortodôntico. Mas vem crescendo o número de pacientes buscando tratamento funcional, encaminhados por outros profissionais”, explica Bielli.

Ele cita exemplos de neurologistas que fazem encaminhamento do paciente devido a dores de cabeça; otorrinos diante de zumbidos, labirintites e barulhos no ouvido; e fisioterapeutas e médicos ortopedistas por avaliarem uma correlação com problemas na região cervical.

Além da indicação profissional, o ortodontista afirma que tem crescido a iniciativa dos próprios pacientes de procurarem tratamento por causa de problemas como ranger de dentes, dores na face e estalos na região das articulações (as ATMs).

O ortodontista Leandro Bielli Rossi | Foto: Rafael Cautella
O ortodontista Leandro Bielli Rossi | Foto: Rafael Cautella

Mas vai doer?

Nesse quesito, a tecnologia também teve papel fundamental. Os avanços das técnicas possibilitaram o reajuste dos dentes sem que seja necessário fazer muita força, que é o que costumava causar dor.

Sendo assim, o incomodo acaba acontecendo mais nos retornos em consultório, mas não no dia a dia. “Quando as ativações acontecem, é normal um leve desconforto por 2 ou 3 dias. Essa sensibilidade é individual e vários pacientes relatam apenas uma dor muito leve ou até mesmo ausência de dor. O maior desafio estaria, assim, relacionado aos processos de higienização do aparelho, que demandam um pouco mais de cuidado”, explica o professor.

Os retornos costumam acontecer a cada 4 semanas, mas podem variar conforme a fase do tratamento, não levando, geralmente, mais que 30 minutos por sessão.

Já o tempo que será necessário usar aparelho é determinado pelo problema e não pelo dispositivo escolhido. “Não existe um aparelho ou um conjunto que acelere o tratamento”, adverte o especialista.

Aparelhos modernos podem ser quase invisíveis | Foto: Rafael Cautella
Aparelhos modernos podem ser quase invisíveis | Foto: Rafael Cautella

Problema antigo ou novo?

Quando fica comprovada a necessidade de usar aparelho já adulto, muitas vezes vem a dúvida se as razões são novas ou tem a ver com necessidades antigas, que às vezes não foram corrigidas. As duas possibilidades são reais, de acordo com o ortodontista.

Um hábito nocivo, como mastigar mais de um dos lados, respirar muito pela boca, ou um problema na dentição, desde uma restauração inadequada e um dente ausente, pode caracterizar a necessidade de uso como “problema atual”.

Já o chamado retratamento, ou seja, quando o paciente já usou aparelho e precisa colocar de novo, pode ocorrer por vários fatores: desde a interrupção do tratamento inicial, a falta do uso da contenção individualizada adequada e até a falha em atingir o equilíbrio funcional e estético.

“A ortodontia teve um avanço que possibilitou ganho nas correções que pareciam ser impossíveis no passado. Portanto, o que era considerado normal a anos atrás, hoje vemos como incompleto. Sendo assim, nesses casos há que se buscar o equilíbrio que não pode ser atingido da primeira vez”, finaliza o especialista.

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