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Antes de se aventurar, veja como revisar e preservar a sua moto

Especialista no segmento explica o que deve ser observado diariamente na moto, assim como as peças que exigem uma revisão mais detalhada e periódica

Já sendo falado como “efeito delivery”, é inegável o aumento das vendas e da circulação de motos desde o início da pandemia – e não somente daquelas usadas pelos entregadores. Os modelos mais robustos, ligados à sensação de liberdade, também estão sendo vistos rodando com mais intensidade e, por isso mesmo, exigem que os cuidados de revisão sejam redobrados – inclusive, diariamente.

De acordo com Sandra Picinato, sócia-gerente da SBS Motos, de modo geral, motos devem passar por uma inspeção diária (ou sempre que foi ou será usada), para que se observe a existência de vazamentos, barulhos estranhos ou dificuldade no acionamento do freio e do acelerador. Entretanto, de forma mais específica, ela indica seis cuidados diários a fim de preservar a moto:

  1. Verificar o óleo e ficar atento ao prazo de troca;
  2. Manter os pneus calibrados;
  3. Checar os cabeamentos – bem como as luzes e travas de segurança);
  4. Preservar a moto limpa – dessa forma, é possível verificar seus componentes.
  5. Deixar as correntes lubrificadas e reguladas;
  6. Ficar atento às datas de revisão.

Seguindo esse passo a passo, não só a moto ficará mais conservada, como o motociclista terá mais segurança. E quanto à limpeza, Sandra ainda dá uma dica extra: “Use água e xampu neutro, e evite máquinas de lavar de alta pressão e produtos abrasivos, porque eles desgastam mais a linha interna da motocicleta”.

Moto preservada

Além desses cuidados diários, as motos demandam uma revisão mais completa e periódica, nas quais devem acontecer algumas trocas e reposições. Contudo, a percepção da empresária, que atua há 38 anos no segmento, é que os motociclistas, em geral, negligenciam tais necessidades.

Descubra como preservar sua moto e ter mais segurança enquanto dirige | Foto: Divulgação

Para evitar que algo importante seja esquecido, ela elenca alguns itens que precisam ser, regularmente, substituídos:

  • Óleo (que deve ser trocado a cada 1.000km a 3.000km, dependendo do fornecedor);
  • Kit formado por corrente, coroa e pinhão (deve ser trocado a cada três meses ou entre 10.000km e 14.000km rodados);
  • Pneus, espelhos e cabos.

“Estamos falando de peças fundamentais para o bom funcionamento e dirigibilidade da moto. O óleo, por exemplo, é a lubrificação de todo o motor. Se não trocar ele no tempo certo, o motor pode fundir. Então, o ideal seria trocá-lo toda semana. No caso dos pneus, asfaltos muito ruins podem condená-los, já que os buracos quebram uma estrutura essencial, chamada talão. Mas, em média, eles duram 9.000km”, adverte a empresária.

Maior demanda

Diante da importância desses itens e do cenário intenso de delivery, Sandra revela que têm havido uma demanda crescente por produtos e acessórios para motos. “Antes, era normal os proprietários trocarem de moto em menos de dois anos. Hoje, eles passam mais tempo com a mesma motocicleta e precisam intensificar a revisão, o que, consequentemente, aumenta a procura por peças”, explica a comerciante.

Questionada sobre a falta desses produtos para atender aos pedidos, ela afirma que não é o caso da rede de lojas da qual está à frente, mas confirma que a pandemia trouxe dificuldades para a reposição.

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Sandra Picinato | Crédito: Rafael Cautella

“Cerca de 70% do estoque do nosso setor depende de peças importadas, especialmente da China. Fábricas nacionais praticamente não existem mais no ramo das motocicletas. As que ainda resistem, trazem o produto de fora, colocam a etiqueta e realizam a entrega. Isso faz com que a reposição esteja muito complicada”, avalia.

Para evitar qualquer tipo de escassez, ela trabalha com vários fornecedores de uma mesma peça, principalmente nos casos em que a substituição deve ser feita rapidamente.

“Se não tivermos a peça da marca A, vamos ter da B ou da C. Assim evitamos que falte. Conseguimos fazer um rodízio e garantir um estoque para 40 a 60 dias. Como as entregas pelos fabricantes estão sendo no prazo de, em média, 45 dias, conseguimos manter a reposição para o consumidor final”, afirma a empresária, que hoje atua com um portfólio de 50 mil itens.

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