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Terras Altas Vinícola lança 1º vinho produzido em Ribeirão Preto

Batizado como “Entre Rios”, o vinho da Terras Altas Vinícola foi produzido a partir de uvas Syrah e exibe coloração profunda, com um aroma de frutas proeminente

Um brinde em grande estilo para Ribeirão Preto! E o melhor: com sabor cultivado e produzido em suas próprias terras. Isso porque acaba de ser lançado pela Terras Altas Vinícola o 1º vinho 100% ribeirão-pretano. Chamado de “Entre Rios”, o rótulo é uma homenagem à cidade, de acordo com Ricardo Baldo, engenheiro à frente do projeto.

Idealizada pelo empresário José Renato Magdalena, a vinícola nasceu da sua paixão pelos vinhos, a qual soube aliar à sua visão empreendedora. Junto com os investimentos do empresário Fernando Horta (que também é um enófilo e grande entusiasta da bebida), e o conhecimento técnico de Baldo, o resultado floresceu em 10 hectares de terra, que fazem parte de um total 700, pertencente à Terras Altas Agropecuária.

Até então, por dezenas de anos, esse solo só havia conhecido o cultivo de cana de açúcar. Agora, por outro lado, cresceram parreiras responsáveis pela grande novidade: o 1º vinho de Ribeirão Preto.

Excedendo expectativas

Surpreendentemente, nem calor intenso ou o tipo de solo foram capazes de impedir o que, por muito tempo, pareceu apenas um sonho de Magdalena. O projeto se tornou possível graças a uma técnica inovadora de plantação e colheita, como explica Baldo. “Chamamos esse sistema de ‘dupla poda’. Ele consiste, basicamente, em trazer o ciclo da uva do verão para o inverno. Fazemos alguns manejos operacionais e enganamos o metabolismo da planta com duas podas consecutivas, em momentos diferentes dos habituais”.

Terras Altas Vinícola | Crédito: Divulgação

A técnica foi favorecida por uma mudança climática que vem ocorrendo nos últimos anos. Segundo pesquisas recentes da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), as temperaturas do sul brasileiro, por exemplo, são ideais para produção de vinhos brancos e espumantes – uma vocação que promete persistir por muitos anos ainda.

Entretanto, o clima tem feito com que a produção de vinhos tintos passe por uma fase de migração para o sudeste. “Com a dupla poda, conseguimos trazer a uva para o melhor momento do clima. Aqueles dias ensolarados, já que quase não temos chuva no inverno, noites mais frias e solo seco. Assim, temos um cenário mais adequado, no qual a uva consegue fazer uma maturação mais completa”, explica o engenheiro.

Ele também chama atenção para o solo roxo da propriedade, que deve despertar características únicas no sabor dos vinhos produzidos ali. “Assim como o clima, o solo tem muita influência na uva. Então, imaginamos que ele será um diferencial para o nosso produto, uma vez que agregará um paladar diferente, especialmente se falando em uvas tintas”.

Além da espécie citada por Baldo, a propriedade conseguiu um bom desenvolvimento da uva tipo, que resultou nas garrafas inaugurais do vinho ribeirão-pretano, que acabam de ficar prontas! “Do dia em que nós começamos a investir no plantio das uvas até hoje, são contabilizados cerca de cinco anos. Cinco anos de investimentos, ansiedade e expectativas. Mas abreviar esse processo seria abrir mão da altíssima qualidade que queremos atingir”.

Vinícola boutique

A relação daquelas terras com o vinho ainda deverá ir muito além dos tintos e, possivelmente, do rosé (pensado para o clima de Ribeirão Preto). Tendo eles como ponto de partida, a Terras Altas Vinícola possui uma proposta mais ambiciosa de criar um universo relacionado ao vinho, que futuramente agregará outros produtos produzidos no local: os azeites (cujo olival já está crescendo) e queijos de cabra da raça Saanen e de vaca Jersey.

Dessa forma, as terras se tornarão uma vinícola boutique e, portanto, mais uma atração de potencial turístico para a região. “Planejamos salas de degustação dos vinhos, um Wine Garden com uma paisagem deslumbrante e promoveremos cursos, como de harmonização. Também vamos produzir queijos artesanais”.

Com os derivados de leite, a intenção é que os queijos de leite de cabra sejam da linhagem francesa, seguindo a mesma das uvas plantadas do local. Já o queijo de vaca de apresentar um sabor original e típico da sua terra natal: “buscamos uma receita que se traduza em um Terroir de Ribeirão Preto. Não queremos replicar um queijo Canastra, um Minas Padrão. Queremos uma receita que seja a cara da nossa cidade”.

Por enquanto, a parte mais experimental do projeto e que requer constantes estudos são as oliveiras, visto que, segundo Baldo, sua plantação em clima quente é inédita no Brasil. Ele explica que estão sendo trabalhados protocolos nutricionais para detectar qual será o melhor para proporcionar um bom florescimento e frutificação da espécie. Para tal, foram plantadas três variedades – italiana, grega e espanhola.

Terras Altas Vinícola | Crédito: Zoro Seixas

Mais informações: contato@vinicolaterrasaltas.com.br | @vinicolaterrasaltas

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3 COMENTÁRIOS

  1. Muito legal. Estamos torcendo para que o vinho produzido em RP, em condições aparentemente desfavoráveis, possa ser uma surpresa em sabor, aroma e terroir. Parabéns pela iniciativa. Estou curioso para conhecer …

  2. Estamos esperando com muita ansiedade que este projeto vire realidade o mais rápido possível
    eu como amante do vinho e azeites não vejo a hora de provar estas maravilhas produzidas em nossa Cidade .

  3. Fiquei feliz com a novidade!
    Escolheram muito bem a localidade,.. Bonfim Paulista! Clima um pouco mais fresco, estou ansiosa para conhecer os vinhos e tbm o azeite.

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