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Seleção feminina de futebol vai receber salário igual à masculina

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) finalmente deu um passo em direção à igualdade, equiparando a diária da seleção feminina com a da masculina

O futebol é um dos esportes mais populares do mundo e jogadores como Messi e Neymar são comprados pelos times em transações multimilionárias, além de ganhar salários exorbitantes. No entanto, essa não é a realidade do futebol feminino.

A diferença salarial entre a seleção feminina brasileira e a masculina, por exemplo, é bem grande. Ou era. A Confederação Brasileira de Futebol anunciou, no início de setembro, que igualou o pagamento de diárias e premiações para os jogadores e jogadoras das seleções.

“A CBF fez uma igualdade de valores em relação a prêmios e diárias entre o futebol masculino e feminino. Aquilo que os jogadores da seleção masculina recebem por convocação diária, as mulheres da seleção também recebem. O valor que elas ganharão pela conquista ou por etapas das Olimpíadas ano que vem será o mesmo que os homens terão”, afirmou Rogério Caboclo, presidente da Confederação.

Outra vitória da ala feminina foi a contratação, pela CBF, de mulheres para chefiar a seleção, que antes tinha apenas homens em cargos de comando. Aline Pellegrino, ex-capitã da seleção brasileira, e Duda Luizelli, que era coordenadora técnica do futebol feminino do Internacional, se tornaram as primeiras a assumirem cargos de gestão na CBF.

Visão da atleta 

A desigualdade salarial entre homens e mulheres está presente em muitos âmbitos, e entre atletas a desigualdade é regra, não exceção. Júlia Cardoso, hoje com 21 anos, começou cedo no polo aquático. Aos 15, representou a seleção brasileira de base e, aos 18, a seleção adulta. Ela foi quatro vezes campeã sul-americana, medalha de prata no Pan-americano e também vestiu a camisa do Brasil no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos em 2017. 

Mesmo diante de tantas conquistas, ela conta que, com o passar dos anos, ficou incomodada com a diferença salarial entre os times feminino e masculino. Segundo a atleta, as mulheres da equipe adulta recebiam valores parecidos com os homens dos times de base. “No final, resolvi parar o polo por vários fatores, mas a diferença salarial com certeza foi um dos pontos determinantes”, revela.

“Agora, em pleno 2020, recebi a notícia maravilhosa de que as seleções masculina e feminina de futebol terão salários igualitários. Fico muito contente com a valorização do esporte feminino! Isso é reconhecimento”, destaca Júlia.

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