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Robô ajuda médicos do HC a reduzir o risco de contágio do Covid-19

A tecnologia estabeleceu uma nova ponte de conexão com os pacientes internados, diminuindo a exposição dos profissionais ao novo coronavírus – e até os gastos com EPIs

A pandemia do Covid-19 abalou as estruturas dos sistemas de saúde do mundo, que ainda estão tendo que se reinventar diariamente para atender a demanda. Em Ribeirão Preto, a situação não foi diferente, mas a solução foi. Para ajudar nessa batalha diária, os médicos do Hospital das Clínicas convocaram um robô para ajudá-los no monitoramento dos pacientes infectados. Assim, as chances de contaminação diminuem.

“A vantagem do robô é exatamente na comunicação entre profissional de saúde e paciente. Essa relação é arriscada em casos de doenças transmissíveis por via respiratória, como a Covid-19 e a própria tuberculose, que é outra possível utilização do equipamento”, aponta Fernando Crivelenti Vilar, médico infectologista da Unidade Especial de Tratamento de Doenças Infecciosas do HC FMRP (USP).

Robô de plantão

O funcionamento e a interface do robô são bastante simples: de forma simplificada, sua estrutura se resume a um “tablet sob rodas”. Assim, os profissionais guiam o equipamento até os pacientes e estabelecem a comunicação por meio da tela. A aproximação física, portanto, fica limitada apenas a quando realmente inevitável.

A tecnologia ainda se conecta ao monitor que faz o registro dos indicadores vitais do paciente, como pressão e saturação de oxigênio, exibindo-os para os profissionais onde eles estiverem.

robo do HC1 | Crédito: Divulgação
O robô está ajudando no monitoramento dos pacientes com Covid-19 | Crédito: Divulgação

Fabricado na Alemanha, esse “enfermeiro robótico” foi oferecido gratuitamente ao hospital nesse momento de crise. Até então, seu uso tinha sido restrito a ambientes empresariais.

Por trás do robô, um humano

Mas o médico infectologista faz questão de reforçar que o uso do robô não desumaniza o atendimento. “Na verdade, ele não faz nada sem o comando do ser humano. Ele é apenas uma ponte entre o que queremos avaliar no quarto do paciente sem que entremos pessoalmente nele. O principal objetivo é o contato verbal e visual sem que o profissional de saúde se exponha a risco. Quando o paciente se encontra monitorado, o robô pode nos mostrar os dados e os profissionais registram em prontuário, além de conversar com o paciente e saber sobre suas queixas e sua situação”. O robô fica disponível para qualquer profissional que queira interagir com o paciente.

E, apesar do estranhamento inicial, esse novo ajudante tem feito bons amigos. “Os pacientes estranham a princípio, como se trata de algo novo e diferente. Mas acabam se acostumando e gostando”, conta Fernando Crivelenti Vilar.

robo do HC2 | Crédito: Divulgação
Com ajuda do robô, os profissionais de saúde do HC diminuem exposição ao risco | Crédito: Divulgação

Menos riscos, mais economia

Outro lado muito positivo do uso do robô é a economia do HC com Equipamentos de Proteção Individual – os agora famosos EPIs. Afinal, na rotina normal, toda vez que um profissional de saúde se aproxima de um paciente, é necessário que novos equipamentos sejam colocados e, após o atendimento, descartados.

“A cada entrada do robô, economizamos uma máscara, um gorro, um avental, duas luvas e insumos para lavagem de mãos, como sabão, água ou álcool em gel. Além de eliminarmos o risco de contaminação do profissional de saúde, cujo valor é imensurável!”, destaca o infectologista.

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