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Projeto quer incentivar meninas do Fundamental II a serem cientistas

Até 15 de outubro, meninas da região de Ribeirão Preto podem se inscrever para o Pronta pra ser Cientista, destinado a alunas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental

Por Jornal USP/Brenda Marchiori

As mulheres ainda são minoria dos pesquisadores do mundo, de acordo com o relatório Women in Science, de 2019, da Unesco. Pensando em mudar essa realidade e promover o acesso delas à ciência, professores e alunos das Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP) e de Ciências Farmacêuticas (FCFRP) da USP Ribeirão Preto, implementaram o projeto de extensão universitária Pronta pra ser Cientista, voltado a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental da cidade e da região.

Para a próxima edição – a terceira –, são 30 vagas, com inscrições abertas até 15 de outubro (clique aqui).

Coordenado pela professora Annie Schmaltz Hsiou, do Departamento de Biologia da FFCLRP, a iniciativa visa a incentivar meninas à carreira acadêmica por meio de atividades e divulgação de diversas áreas do conhecimento. Além de, segundo a organização, “sensibilizar a comunidade acadêmica e a sociedade sobre o papel da mulher, contribuindo para a erradicação de estereótipos e papéis de gênero na ciência”.

As participantes serão selecionadas por meio de um sorteio, que será realizado no dia 20 de outubro no Instagram. Nesta edição, serão priorizadas estudantes que não tenham participado das edições anteriores: 15 vagas são destinadas a meninas de escola pública, 10 para alunas de escola particular e 5 para meninas pretas, pardas ou indígenas.

O projeto terá oficinas on-line com atividades teóricas e práticas de cada área oferecida, e emissão de certificado de participação. Os encontros serão realizados sempre aos sábados, das 9h às 10h30, nos dias 30 de outubro, 6, 13 e 27 de novembro, e 4 de dezembro.

Mais informações pelo e-mail prontacientista@gmail.com

Comparado ao resto do mundo, a realidade brasileira não está tão ruim. Isso porque o país apresenta um porcentual de 45,1% a 55% de pesquisadoras mulheres (o número se refere a profissionais contratados), segundo o relatório da Unesco. Além disso, entre 2011 e 2015, 49% das publicações científicas brasileiras tiveram, como primeira autora, pesquisadoras mulheres.

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