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Plataforma de moda estimula o uso consciente da água na confecção

Lançada pelo Movimento ECOERA, “A Moda Pela Água” tem como missão abrir a agenda das empresas para a gestão responsável do recurso hídrico durante a confecção

Idealizada por Chiara Gadaleta, especialista em moda e sustentabilidade, “A Moda Pela Água” (AMPA) vem promovendo uma revolução no processo de confecção de grandes empresas da moda. Durante encontros mensais, profissionais do setor debatem ideais para garantir o uso consciente da água em suas fábricas.

Chamadas de “Guardiãs da Água na Moda”, as empresas que já aderiram ao projeto foram: Marisa, Vicunha, Farm, Sou de Algodão, Grupo Lunelli, ABIT, Damyller e ECOERA.

Em seu primeiro ano, a AMPA promoveu diálogos a fim de estimular um olhar mais atento ao consumo da água no setor têxtil. “A plataforma conseguiu unir essas marcas (que são concorrentes, inclusive) com o mesmo objetivo: falar sobre a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. A união do setor é o único caminho possível para uma moda mais transparente e responsável”, ressalta Chiara.

Chiara Gadaleta, especialista em moda e sustentabilidade | Crédito: Divulgação

O jeans na liderança

Iniciativas foram implementadas com a evolução do projeto para o uso consciente da água, até então inédito no Brasil. Com isso, o jeans se tornou um porta-voz de boas notícias na moda nacional.

Em 2019, a fabricante têxtil Vicunha, em parceria com a Marisa, lançou uma coleção de jeans que usa menos água no processo de fabricação. Certificada pelo selo Eco Cycle, as empresas garantiram a redução do consumo hídrico nos processos de criação em até 95%. Além disso, diminuiram o uso de matéria-prima virgem, a partir da aplicação de fibras recicladas.

Já a carioca Farm colocou no mercado uma coleção permanente intitulada “Re-Farm”, com a proposta de ter, em sua composição 100%, do algodão brasileiro, com certificações da Algodão Brasileiro Responsável (ABR).

A marca também possui certificados do GreenScreen, que comprovam uma lavagem com químicos que não agridem o meio ambiente. Essas ações economizam, no total, 47% de água, 46% de energia, 36% de horas de trabalho e 1,3kgs de CO2.

A Damyller, outra guardiã da água, criou a linha Ecodamyller, na qual há zero descarte de recurso hídrico na produção. Para isso, são empregadas tecnologias que eliminam substâncias nocivas à natureza e marcações a laser que reduzem o uso de químicos.

A moda do século XXI precisa falar sobre a água

Mesmo com a quarentena, o projeto não para! Recentemente, o Movimento Ecoera promoveu seu primeiro Summit, em formato webinar, comemorando o ciclo 1 do projeto.

De acordo com a assessoria de imprensa da plataforma, foram aproximadamente 800 inscritos e 30 profissionais que puderam compartilhar um rico conteúdo sobre o tema. Entre os temas expostos, estiveram as metas já atingidas e os próximos passos desse movimento pioneiro no mercado da moda.

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