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Piloto brasileiro faz primeiros testes para o TCR Sul-Americano

Na direção de um Audi RS 3 MLS, o ribeirão-pretano Marcio Basso realizou testes para a competição prevista para acontecer pela 1ª vez em 4 países da América Latina

Depois de três temporadas na Europa, o piloto Marcio Basso voltou ao Brasil, onde não perdeu tempo a fim de começar a preparação para seu próximo desafio. Ao lado da equipe MC Tubarão, ele já realizou os primeiros testes no Audi RS 3 LMS, com o qual disputará o TCR Sul-Americano, previsto para abril de 2021.

Marcio Basso durante testes para o TCR Sul-americano | Crédito: Divulgação

Dessa forma, Basso foi o primeiro brasileiro a colocar à prova um carro homologado para a competição. “Ser a 1ª equipe estruturada faz com que, sem dúvida, saiamos na frente. Vamos ter mais tempo de teste, de acerto, mais entendimento. A ideia é chegar à primeira etapa já com todas as informações necessárias”, conta o piloto de Ribeirão Preto.

Realizando cerca de 150 voltas nos circuitos do Velopark e de Tarumã, ambos no Rio Grande do Sul, Basso avalia que os primeiros resultados foram muito positivos, especialmente para entender a dinâmica do carro.

Audi RS 3 MLS | Crédito: Divulgação

As pistas, mais antigas e onduladas, por sua vez, foram estrategicamente escolhidas. Elas se assemelham àquelas que também serão encontradas nos demais países onde acontecerão as provas – Argentina, Chile e Uruguai.

Sucesso em 36 países, sempre com grid cheio, essa será a 1ª vez da TCR no continente sul-americano. Os carros da categoria são caracterizados por serem baseados em veículos de produção em série e terem tração dianteira, cambio sequencial de 6 marchas, e cerca de 1.200kg e 350cv.

Novo desafio

Marcio Basso | Crédito: Divulgação

Na direção do Audi RS 3 LMS (que é baseado no Audi RS3 Sedan), Basso começa uma nova etapa em sua carreira, a qual exigirá, pelo menos, três anos de dedicação. Esse é o mesmo período que permaneceu nas pistas europeias, conquistando diversos títulos, como o 3º lugar no International GT Open, em 2018 e, o lugar mais alto do pódio no campeonato da GT Cup, em 2019.

“Foi um sonho ter podido correr, durante três anos, de forma profissional na Europa, com outro tipo de estrutura, outro tipo de aprendizado. A ideia era continuar lá, onde até possuia uma proposta muito legal da Bentley. Mas a questão com o coronavírus fez eu pensar sobre ficar em casa e, no tempo que dei para refletir, acabou surgindo a proposta da Audi de fazer parte da TCR”, lembra.

Mas esse não é o primeiro contato do piloto com a categoria, a qual já vinha analisando e cogitando se tornar parte. Há dois anos, ele (novamente) foi o 1º brasileiro a sentar em um modelo TCR, durante testes na pista de Adria, na Itália. No ano seguinte, também ajudou a desenvolver um carro para o campeonato brasileiro de Endurance.

Inclusive, esse desenvolvimento foi também com a equipe MC Tubarão. “É uma equipe muito competente, com a que já corri em 2016, pela BMW. Fomos campeões na categoria GT 2 do brasileiro de Endurance”.

Agora no Brasil, Basso integra a equipe MC Tubarão | Crédito: Divulgação

Identificação com o público

De acordo com o piloto ribeirão-pretano, um dos objetivos da TCR é atrair o público novamente para as corridas por meio da identificação pessoal com os modelos competidores.

Detalhe do modelo Audi, pilotado por Basso | Crédito: Divulgação

“Dirigir um TCR é prazeroso, porque ele é baseado no conceito de um carro de rua. E é essa conexão que os organizadores vêm buscando. Eles querem que o espectador volte a torcer pelo automobilismo em si, com carros semelhantes aos que têm em casa. Assim, a pessoa que tem Audi, por exemplo, vai torcer pela Audi. Eles estão buscando essa identificação de volta com o público de casa”, explica.

Assim, ao realizar três corridas em pistas brasileiras, a competição aparece como uma “alternativa” à Stock Car, ainda que conceitualmente sejam diferentes, como destaca Basso.

“Na Stock Car, hoje, corre Chevrolet e também Toyota. Mas, na verdade, são carros idênticos, nos quais só muda a bolha. Já na TCR não. Existem diversas fábricas que utilizam o BoP [sistema de balanço de performance que define cada categoria] e constroem o carro baseado nele, mas com suas próprias peças e tecnologias”, compara.

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