Pets também podem doar sangue e salvar vidas! Você sabe como?

POR Redação 1 de julho de 2021

Assim como com humanos, o procedimento não dói e não possui contraindicação. Apenas 450 ml de sangue pode salvar muitos pets

São comuns os pedidos de doação nos bancos de sangue – mais ainda durante a pandemia. E da mesma forma que hospitais e laboratórios solicitam doadores para salvar vidas humanas, os veterinários também fazem parte dessa luta. Afinal, nossos pets não estão imunes a doenças e acidentes.

“Se os bancos de sangue para humanos já sofrem com a falta de doadores, imagine a dificuldade em conseguir sangue para os animais”, avalia a veterinária Luana Sartori. Isso acontece, principalmente, porque grande parte dos tutores não sabe como funciona esse processo tão importante.

“A ideia de dor e sofrimento para o doador é comum, mas completamente equivocada. É fundamental que os tutores se informem sobre esse procedimento e contribuam para podermos salvar mais vidas”, pede a profissional.

Simples, rápido e indolor

O processo de doação para os pets dura cerca de 15 minutos e não possui contraindicação. De acordo com Éverson Paludo, diretor de um laboratório e banco de sangue de Caxias do Sul, cada 450 ml de sangue doado por um cão pode salvar outros em situação crítica, seja por atropelamentos, cirurgias de emergência ou doenças crônicas. “Em geral, o processo é muito parecido com o realizado em seres humanos e é extremamente seguro para o cão ou gato doador”, revela.

Para a coleta, é necessário fazer uma tricotomia, que é a retirada dos pelos na região de coleta, seguida da antissepsia do local. Então, o sangue é coletado diretamente na bolsa apropriada, sob constante agitação para homogeneizar e evitar a formação de coágulos.

Doação de sangue pelos pets não dói | Foto: Divulgação
Doação de sangue pelos pets não dói | Foto: Divulgação

Se o tutor preferir, a doação pode ser feita sob sedação. “Como o incômodo é pequeno se comparado com a grandiosidade do ato e rapidez do mesmo, administrar sedativos é uma opção somente para os animais realmente muito agitados, que não ficam quietos por um tempo de 15 ou 20 minutos”, aconselha Paludo.

Pets salvadores

Cachorros entre 1 e 8 anos podem doar, desde que tenham o peso mínimo de 27 kg e estejam com a vacinação e vermifugação atualizadas. Para as fêmeas, é proibida a doação se estiverem prenhas ou no cio.

Os mesmos requisitos são obrigatórios para gatos. Porém, os gatos devem ter entre 1 e 7 anos e peso mínimo de 4 kg. Os pets com histórico de doenças infecciosas ou que tenham recebido transfusão não podem doar.

Uma dúvida comum entre os tutores é sobre os tipos sanguíneos dos pets. “Enquanto nós, humanos, temos sangues dos tipos A, B, AB e O, os gatos têm três tipos e os cães possuem 13″, conta Luana, destacando que é essencial que o veterinário responsável pelo procedimento faça a avaliação com muito cuidado antes de realizar a transfusão.

Vidas a serem salvas

Os cães vítimas de hemoparasitoses, como a doença do carrapato, e de linfomas são os que mais precisam de doações. No caso dos gatos, a leucemia felina é a principal urgência para bolsas de sangue. Porém, atropelamentos, picadas de cobras, intoxicações, problemas renais e no pâncreas também demandam necessidade de transfusões.

Luana acrescenta ainda à lista animais abandonados e resgatados da rua. “Além disso, a gente nunca sabe quando nosso pet precisará de uma intervenção mais séria. Por isso, fazer a nossa parte é uma obrigação necessária para o bem de todos eles”, conclui.

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