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Perfil no Instagram desconstrói imagem negativa da madrasta

Mariana Camardelli criou uma conta na rede social com a intenção de  compartilhar suas experiências como madrasta e criar uma comunidade

Madrasta. “Substantivo feminino; mulher em relação aos filhos anteriores da pessoa com quem passa a constituir sociedade conjugal”. Mais além da definição do dicionário, elas vêm sendo pintadas como vilãs há muito tempo, nas histórias, filmes e contos de fadas – não há quem não conheça a história de Cinderela ou da Branca de Neve e como elas eram escravizadas e envenenadas por sua “madrasta má”. 

É justamente esse o estereótipo que o perfil no Instagram Somos Madrastas (@somos.madrastas) trabalha todos os dias para desconstruir. Atualmente com mais de 20 mil seguidores, ele promove encontros virtuais e incentiva madrastas a compartilharem suas experiências e histórias.

Quando a educadora parental Mariana Camardelli criou o Somos Madrastas, o objetivo era dividir suas questões, reflexões, angústias e descobertas como madrasta.

“Eu comecei a falar sobre esses temas porque me sentia sozinha, não me encaixava nas conversas de mães, não me sentia bem-vinda quando o assunto era ser madrasta. Eu sempre me sentia julgada, parecia que andava com uma maçã envenenada por aí, pronta para fazer maldade, sabe?!”, conta Mariana.

Juntas elas são mais fortes

Mariana Camardelli com sua família: o marido Rodrigo, a filha Flora e os enteados Vicente e Augusto | Crédito: Ana/@Savethelove/Divulgação

Mariana trabalhava com eventos, mas sua empresa fechou devido à pandemia. Foi, então, que ela decidiu fazer uma transição profissional e assumir o projeto do Somos Madrastas como o seu trabalho.

O que nasceu de uma proposta pessoal se tornou em uma comunidade fiel que seguem, interagem e trocam histórias umas com as outras. A identificação dos seguidores com as questões levantadas por Mariana provou que ela não estava sozinha. 

Fazer parte, pertencer e ser ouvida é algo extremamente importante para qualquer relacionamento: “existe muito preconceito em volta do papel da madrasta e criar espaços para que a gente seja menos inviabilizada é fundamental”, garante Mariana.  A comunidade defende a ideia de que a madrasta quer apenas somar e cuidar dos núcleos familiares. 

“Eu gosto muito da história de uma madrasta que conseguiu adotar legalmente sua enteada depois da morte da mãe. Fez a criança dar um novo sentido para a relação e cuidar com muito carinho dessa perda enorme na vida de qualquer pessoa”, lembra a “boa-drasta”.

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