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Parece, mas não é: 10 mitos da alimentação saudável

Quando o assunto é alimentação saudável, é comum a gente se deparar com vários debates. Mas nem tudo o que dizem por aí é, de fato, verdade

Será que consumir glúten é mesmo prejudicial à saúde? E excesso de café, realmente faz mal? A busca por uma vida saudável é uma preocupação que nunca esteve tão em alta quanto atualmente, sendo que, para que isso aconteça, é fundamental cuidar da alimentação diária. Contudo, existe uma série de mitos que podem atrapalhar quem quer seguir uma dieta regrada e rica em nutrientes.

Informações sobre alimentação saudável estão entre os termos mais buscados pelas pessoas na internet. Mas, segundo um estudo da London School of Economics, o problema é que apenas 25% delas checam a origem da orientação a que têm acesso. Dessa forma, especialistas recomendam a orientação de um profissional para melhores resultados na reeducação alimentar.

Com o intuito de descobrir, de fato, o que é mito ou verdade, o Mundo Zumm convidou a nutricionista Vivian Cognetti para falar sobre os 10 mitos mais frequentes sobre alimentação saudável. Confira a seguir o que ela nos revelou:

10 mitos da alimentação saudável

  • Só emagreço se passar fome
    Para maioria das pessoas, a ideia de emagrecimento é ligada a restrições severas e a abrir mão do que seria um dos maiores prazeres da vida: comer.
    Contudo, não é necessariamente preciso passar fome para que o emagrecimento aconteça. A alimentação pode ser organizada de uma forma que contemple as necessidades do indivíduo, facilitando que ele tenha uma boa adesão ao processo, já que a solução nem sempre está em comer pouco, mas em comer o que é certo.
  • Preciso sofrer para emagrecer
    Na mesma linha do “só emagreço se passar fome” está essa outra ideia errônea. O esforço descomunal para emagrecer é algo que realmente precisa ser avaliado, pois, pode deixar o indivíduo vulnerável em não conseguir sustentar a estratégia de médio/longo prazo, o que resulta no ganho de peso. Na verdade, o processo requer, sim, vontade e persistência; o sofrimento é um item dispensável. Tudo que requer um esforço muito grande mental e emocional gera cansaço, aumentando a sensação de que é difícil, quase impossível alcançar o que se deseja.
  • “Carboidrato engorda
    Não há um alimento sozinho que engorde. O que engorda é o contexto geral da alimentação. Costumo dizer que engordar não é um processo agudo e, sim, um processo crônico. Por exemplo: você foi a um aniversário e comeu um pouquinho além da conta. Não é essa ocasião que será responsável por você ganhar 10kg na balança. O ganho de peso acontece aos poucos… para alguns, de forma quase imperceptível até que, num dado momento, a pessoa diz: como foi que cheguei a este peso? Nesse mesmo raciocínio, não podemos considerar os carboidratos vilões. Eles são importantes como alimentos que fornecem energia.
  • Adoçante é melhor que açúcar
    Será que todo adoçante é melhor que açúcar? A resposta, com certeza, é não. Por meio de alguns estudos científicos, já temos conhecido alguns efeitos adversos ligados à adoçantes. O ideal seria nos habituarmos a não adoçar tanto os alimentos e diminuir ao máximo o consumo de ambos, açúcares e adoçantes.
  • Os produtos ‘zero’ são liberados”
    Esse é um mito muito comum. Por vezes, a pessoa já tem uma alimentação saudável, mas ainda consome produtos zero calorias. Apesar de não ter calorias, eles possuem, de forma geral, uma composição vazia em nutrientes e são carregados de adoçantes, corantes e, no caso dos refrigerantes, alto teor de sódio. Ou seja, o contexto ideal é evitá-los.
  • Posso comer frutas à vontade
    Apesar das frutas serem alimentos naturais, ainda assim não é recomendado consumi-las em excesso. O princípio da temperança – qualidade ou virtude de quem é moderado, comedido – é aplicável para qualquer alimento ou preparação. A sugestão para o consumo de frutas é de 1 a 3 unidades ao longo do dia. Vale ressaltar ainda que um dos grandes vilões ocultos na rotina de quem deseja emagrecer são os sucos de frutas, que possuem alto teor de calorias. Prefira sempre comer a fruta, visto que o suco é mais concentrado e preserva bastante as fibras, proporcionando menos saciedade e maior pico de açúcar.
  • Alimentos sem glúten são melhores”
    Reduzir farinhas refinadas muitas vezes potencializa o emagrecimento e a melhora de queixas intestinais. Parte desses benefícios se aplica também à redução da exposição ao glúten naturalmente contido nesse tipo de alimento. É possível afirmar que os produtos sem glúten são melhores? Não! Os alimentos sem glúten não são alimentos reduzidos em valor calórico e podem conter, ainda assim, açúcares e outros componentes refinados. A simples troca de um produto alimentício convencional por um sem glúten pode não trazer benefícios a não ser que haja, de fato, alguma intolerância.
  • Meu metabolismo é lento” / “Minha genética é ruim”
    Essa também é uma crença bastante comum que presencio no consultório. Geralmente, por trás da frase ‘Minha genética é ruim’ ou ‘o meu metabolismo é lento’ está escondido anos de um estilo de vida inadequado, que desencadeia sequelas no organismo, ou seja, ele passa a não responder de forma rápida. Quando o processo não flui, é importante avaliar todas as possíveis variáveis que influenciam no emagrecimento, como deficiências nutricionais, alterações de sono, intestino, estresse, entre outros. Razões complexas necessitam do acompanhamento profissional, para identificar e justificar a ausência dos resultados.
  • “Exercício físico compensam alimentação desregrada
    Em alguns casos, pode até acontecer de alcançar um objetivo apenas com as práticas esportivas, porém, não é muito comum. Muitas pessoas, quando chegam ao consultório, têm o hábito de exercícios físicos e, mesmo assim, encontram dificuldades de alcançar os resultados desejados. Quando se atribui os efeitos somente ao exercício, pode ocorrer de, ao ser impossibilitada de treinar, a pessoa ganhe ainda mais peso. Inclusive, é o que está acontecendo com muitos durante a pandemia, em virtude das academias fechadas e maior ansiedade, que resultam em uma rotina de alimentação desregrada. Lembre-se: quanto mais intensa for sua rotina de treino, maior deve ser a responsabilidade de fornecer suprimentos adequados para a prática, além de ser uma forma de atenuar os efeitos adversos ligados ao esporte de alta intensidade, como a maior produção de agentes oxidantes, desgastes por conta do impacto e desequilíbrio de minerais.
  • Preciso comer de 3 em 3 horas”
    Fazer refeições espaçadas de 3 em 3 horas já foi algo muito pregado quando o assunto é alimentação saudável. Hoje, sabemos que existem possibilidades de espaçar mais os intervalos ou até fazer jejum intermitente. Por não existir um consenso, o que determina a escolha da estratégia é a individualidade. O que funciona melhor para a pessoa pode ser pensado a partir da sua rotina, objetivos, condição de saúde atual e disponibilidade.

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