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Outubro rosa: um alerta para a prevenção do câncer de mama

Dados mundiais e depoimentos de quem passou pelo problema são a prova que o diagnóstico precoce é fundamental para a cura do câncer de mama

De acordo com dados do INCA – Instituto Nacional de Câncer, estima-se que a doença atingirá 66,2mil brasileiras até o final de 2020.

Por isso, a mobilização provocada pela campanha “Outubro Rosa” é um alerta tão importante para a sociedade sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, doença mais comum na população feminina, de todo o mundo.

Segundo a oncologista do InORP/GrupoOncoclínicas, Cristiane Mendes, esse tipo de câncer é um conjunto de doenças associadas a uma deficiência do organismo em combater alterações no DNA. Assim, acontece a multiplicação desordenada de células, no qual acarreta na formação de pequenas calcificações e em micro nódulos na mama, chamados de tumores malignos.

“Em Oncologia, sempre buscamos diagnóstico precoce. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e menor for o tumor, as chances de cura chegam a 95% e a expectativa de vida da mulher aumenta” completa Cristiane.

A cura é possível

Adriana Coselli | Crédito: Rafael Cautella

Adriana Coselli

“Aos 37 anos, durante um autoexame, senti um nódulo na lateral do seio esquerdo. Fui a uma ginecologista e após o exame de mamografia, foi detectado um Fibroadenoma de aspecto benigno. A médica me orientou a acompanhar com o ultrassom a cada 3 meses.

Mas, o tempo passou e após o terceiro exame de imagem e uma pulsão descobrimos um carcinoma possivelmente infiltrante. Nessa hora, meu mundo caiu! Não houve positividade que me segurasse no momento da notícia avassaladora. Após muita pesquisa, encontrei um mastologista e um oncologista nos quais pude confiar.

Todo esse processo (entre o resultado da pulsão e a cirurgia) foram apenas 7 dias! Já em São Paulo, passei por uma mastectomia da mama esquerda, pois isso me daria mais segurança e me pouparia da radioterapia. Antes mesmo da cirurgia, fiz os exames e foi constatado que não havia metástase, o que me deu muito ânimo! Foi uma cirurgia bem longa, 7 horas de duração, pois já sai com a mama praticamente reconstruída.

A recuperação foi difícil, pois usaram meu musculo dorsal para a reconstituição do seio. Após 40 dias da operação, iniciei o tratamento. Mesmo após a retirada do tumor inteiro, fiz a quimioterapia preventiva. Já sabia que ia perder os cabelos, comecei a pesquisar perucas e me conscientizei que aquela seria uma fase difícil, mas transitória. Ocupei minha cabeça trabalhando! Na época, tinha acabado de abrir o meu próprio negócio de assessoria e organização de eventos, e não ia desistir!

Me apropriei da cura, percebi que minha história não acabaria ali. Tinha minha família, filhas para criar e muito amor para doar. Pertenço a uma família muito religiosa, católica e acredito que esses valores sempre foram importantes em nossas vidas. Me apeguei ainda mais a Deus e às orações. Sei que meu Anjo da Guarda e Nossa Senhora estiveram sempre presentes me segurando para eu não cair. Se posso dar um conselho: devemos agir preventivamente, fazendo o autoexame e as consultas de rotina.

Já para aquelas que estão passando pelo problema, tenham esperança, acreditem que a cura existe! Busque se fortalecer na fé, nos seus sonhos, na sua família. É uma turbulência mas passa! Seja forte e acredite que dias melhores virão”.

Marly Campos

Marly Campos | Crédito: Arquivo pessoal

“Em 2016, aos 62 anos fui fazer exames de rotina anual com meu ginecologista e através da mamografia foi detectado um tumor em estágio inicial. Apesar do susto, não quis me abalar, só pensava em ter muita fé e coragem para vencer. Fui submetida à mastectomia parcial, para a retirada do tumor.

Em seguida, fiz 4 sessões de quimioterapia e 19 de radioterapia. Tive a felicidade de não precisar interromper o tratamento, pois minha imunidade se manteve boa durante todo o processo. A perda dos cabelos não me trouxe grandes traumas, encarei a situação de maneira natural e passageira. O maior propósito era minha cura, só pensava nisso o tempo todo!

Tenho consciência que minha rotina de ir ao médico regularmente foi fundamental para minha recuperação. Sempre me cuidei e o fato de ter descoberto a doença bem no início, aumentou muito minhas chances de cura.

Pode parecer clichê, mas meu conselho para quem esta passando por isso é: manter a autoestima, força, fé e coragem. Essas são as palavras-chave para atravessar esse momento difícil”.

Andressa Sanches

Andressa Sanches | Crédito: Rafael Cautella

“Aos 36 anos, após sentir dores no seio e localizar um caroço, procurei imediatamente um médico. Após alguns exames, o diagnóstico foi confirmado: era câncer de mama.

A primeira reação que tive foi de desespero. Fiquei em pânico, por não saber qual a gravidade da doença e muito medo do tratamento que precisava enfrentar. O que me deu força para encarar tudo isso foi a minha família, que me apoiou em todos os momentos.

Depois de um longo tratamento de quimioterapia, o tumor desapareceu. Fiz uma cirurgia para a retirada do quadrante e mantive as sessões de radioterapia. Hoje, aos 38 anos,  faço apenas o uso do tamoxifeno (modulador seletivo do receptor de estrógeno oral).

A campanha ‘Outubro Rosa’ é muito importante para incentivar a descoberta precoce, pois assim haverá mais mulheres curadas.

Para quem esta passando por essa situação, devo dizer que tudo passa, e isso também vai passar. Temos que ser fortes e ter a consciência que hoje temos tratamentos excelentes e existe vida saudável pós câncer. A doença também nos faz olhar a vida de outra maneira, que simplesmente estar vivo, já é maravilhoso. Desejo a cura a todas as mulheres que estejam enfrentando essa doença.

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