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O simbolismo da dor do parto

Em toda roda de conversa sobre parto normal, alguém me pergunta “Como é a dor do parto?” sempre respondo, com um sorriso no rosto, que a dor é doída, mas é boa!

As contrações são dolorosas porque representam o útero contraindo e relaxando, ajudando a abrir o colo do útero e empurrar o bebê – para, então, acontecer o nascimento. Simples, porém profundo e complexo. Todo esse processo é único em cada mulher; cada uma experimenta uma vivência, um incômodo distinto, assim como prazer e alegria diferentes.

As sensações também variam em cada estágio do trabalho de parto. No início, as mulheres relatam dor como cólica menstrual, que evolui com intensidade. Nesse processo, são liberados quatro hormônios: a oxitocina, as prostaglandinas (contrações), a endorfina (anestésico natural) e adrenalina (liberada em situações de medo).

Se houver um bom balanço hormonal, a oxitocina e a endorfina ficarão em alta e a adrenalina estará em menores doses, aumentando somente no período expulsivo. Para isso, a mulher precisa se sentir segura e confiante, além de ter privacidade, apoio físico e emocional, a fim de não ocorrer prejuízos na produção das substâncias.

Logo, o ambiente deve estar de acordo com as necessidades da mulher – quente, de preferência com baixa luminosidade e sem pessoas falando sobre assuntos aleatórios. Sendo assim, a futura mãe relaxa e desliga o neo-córtex, que corresponde à parte racional do cérebro, passando a ser mais instintiva.

O parto é um ensaio da maternidade e precisa ser selvagem, intenso. É um rito de passagem E nenhuma transformação é isenta de dor e sacrifícios, embora também não precise ser sofrida.

Em seguida, vem o presente. No expulsivo, encontramos um bônus de força – a mulher acorda e vira uma fera na hora colocar o bebê para fora – vindo aí o momento sublime, com o sorriso cansado mais lindo. Eu adoro ver o riso cansado de mulheres que pegam seus filhos pela primeira vez nos braços, ainda conectados ao cordão. Isso faz tudo valer a pena, pois fica um gostinho de que você tem força pra encarar o que vier pela frente!

Quer uma dica?

Procure ajuda de profissionais durante a gravidez. Informe-se e prepare seu corpo e sua alma, livrando-se do medo. Mas, acima de tudo, seja feliz! Não entregue a experiência mais sublime de sua vida na mão de terceiros, não delegue seus sonhos!

Thaiane | Crédito: DivulgaçãoThaiane S. Guerra
Enfermeira no Instituto Geração Mãe

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