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‘Netflix dos carros’: por dentro da nova tendência de assinatura

O serviço de carros por assinatura parece ter fincado raízes no Brasil, oferecendo opções para todos os bolsos – seja com um modelo Fiat ou com um Tesla

No último ano, diversos reveses econômicos fizeram muita gente reavaliar os prós e os contras de possuir um carro – especialmente em relação aos custos de adquirir ou manter um. Entre aumento do preço dos combustíveis e da inflação, mais a recessão econômica, uma alternativa despontou no horizonte e logo se tornou tendência de mercado, tanto para consumidores quanto para as montadoras: os carros por assinatura.

carro | Crédito: Divulgação
Assinatura de carros é tendência em 2021| Crédito: Divulgação

A modalidade não é nova; algumas locadoras de automóveis já contavam com essa opção, que é um tipo de locação. Contudo, o serviço passou a ser assimilado com mais força pelos brasileiros desde o começo da pandemia e, principalmente, pelas marcas instaladas no país, dentre as quais sete delas agora oferecem diretamente a modalidade (Audi, CAOA, Fiat, Jeep, Nissan, Renault e Volkswagen).

Na verdade, oito montadoras. Há menos de um mês, a Tesla também anunciou sua entrada no Brasil com uma linha de elétricos personalizados, sem burocracia de importação e com assistência ao longo do contrato.

Afinal, no que consiste a assinatura de carros?

A modalidade de carros por assinatura é similar a um contrato de aluguel, mas tem prazos maiores (normalmente de 12 a 48 meses) e com preços que mudam conforme o pacote escolhido. As condições também variam entre as empresas que oferecem o serviço. No caso da Tesla, grande novidade atualmente, o valor da mensalidade é estabelecido conforme a quilometragem selecionada – de 1.000 a 3.000 km por mês.

Comparado às possibilidades de locação tradicionais, a assinatura tende a sair mais em conta por ter valor fixo e mais custos incluídos pelos pacotes. Por exemplo, nas opções da Renault (pelo Renault On Demand), é possível contar com:

  • Manutenção (que envolve revisões preventivas e troca de peças de desgaste natural e também a troca de pneus);
  • Burocracia (gestão de documentos e taxas relacionados ao veículo);
  • Seguro (garantindo proteção contra roubo, furto, incêndio e terceiros);
  • E assistência 24 horas (incluindo serviços como reboque, chaveiro e carro reserva).

O portfólio de modelos disponíveis vem apresentando bastante variedade também – dos mais básicos e com melhor custo-benefício até os famosos “carrões”, imponentes e de alto custo.

Sem a parte chata

A alta na tendência do serviço parece ser explicada, principalmente, pelo fato de ele libertar os consumidores das burocracias relacionadas aos veículos e demandar despesas fixas – o que é ótimo frente as incertezas do cenário econômico atual.

consorcio | Crédito: Divulgação
Assinatura oferece menos dor de cabeça com a parte burocrática | Crédito: Divulgação

Para quem deseja ou precisa ter um carro, a assinatura permite um gasto mais controlado, limitado ao preço do serviço (fixado ao ser assinado) e os custos com o combustível (não se for um Tesla), o que libera o motorista de despesas que pensam no orçamento de um dono de automóvel, como manutenção, seguro e impostos.

Além disso, não é necessário ter um capital inicial robusto, o qual costuma ser necessário para a aquisição de um veículo ou até mesmo para seu financiamento – modalidade essa que também tende a ter, como desvantagem frente à opção de assinatura, um prazo muito mais longo e com parcelas mais pesadas.

Também é uma opção para quem não deseja possuir um carro, mas gasta muito com Uber ou aplicativos semelhantes, ou, ainda, para quem sempre sonhou em ter um modelo específico – mesmo que seja por um tempo determinado.

Leia também: Antes de se aventurar, veja como revisar e preservar a sua moto

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