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O futuro que já existe em educação e aprendizagem

Durante viagens para mais de 50 países, mapeei quem está fazendo diferente – e tendo resultados interessantíssimos – no mundo de gestão, educação, saúde, logística, cidades sustentáveis, design de produto, varejo e demais setores

Tenho realizado, em diversas cidades, uma série de eventos sobre o futuro que já existe em variados segmentos ou regiões. Um dos temas que escolhi para abordar foi “Educação e aprendizagem”, com o qual mostrei formatos explícitos de educação que estão se reinventando e, também, como outras atividades, fazendo o papel de educador.

Parte de um programa de liderança no Reino Unido, visitei a St. Mary’s Primary School em Manchester. Nessa escola, as crianças organizam várias assembleias mensais, quando revisam o período anterior, refletem como poderia ter sido melhor e, inclusive, trocam de papel com outros profissionais da escola, como professores e equipe de limpeza, para entender “na pele” a importância e os desafios de cada um.

Além disso, eles têm uma política de portas abertas por meio da qual pais de alunos podem, a qualquer momento, entrar e conversar com os educadores, e dão prioridade para contratar profissionais e escolher alunos que vivam bem perto da escola, pois acreditam que essa é a melhor forma de ter o sistema educacional no centro de uma comunidade.

Vamos agora para o Vale do Silício, onde tive a oportunidade de palestrar em duas iniciativas educacionais que me chamaram muito a atenção: a Minerva Schools e a 42 Silicon Valley. Na primeira, o foco não é apenas oferecer um acúmulo de informações, mas desenvolver habilidades críticas no aluno e formá-lo para que ele seja um cidadão global.

Durante os quatro anos de curso, os estudantes moram em sete países diferentes e aplicam parte do que é aprendido na aula em resolver desafios das cidades. Por exemplo, os alunos desenvolveram um projeto para mensurar o que acontece com o cérebro quando estimulado por propagandas e luzes por todos os lados em alguns centros comerciais e turísticos da Coréia do Sul.

Já a 42 Silicon Valley quer revolucionar a educação que forma bons engenheiros. Há um processo online em que pessoas interessadas em estudar lá mostram as suas habilidades de programação e, quem passa, tem a chance de ficar um período na 42. Durante esse tempo, são feitos diversos desafios de programação e, quem os resolve, é aceito para fazer o curso inteiro, sem pagar nada.

Cada aluno evolui no seu tempo e, ao terminar certos módulos, estagia em empresas altamente desejadas no Vale do Silício. Detalhe importante: não há professores. Os próprios alunos têm como tarefa criar programas para testar os programas dos colegas. Além desses exemplos, existem várias outras empresas querendo participar da criação do futuro ou já vivendo um futuro que existe.

Se tiver interesse, acesse: www.ofuturoquejaexiste.com.br

 

Bel Pesce
Empreendedora e escritora
bel@fazinova.com.br
@belpesce

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