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Os filtros do Instagram estão desafiando nossa autoestima?

Os filtros disponibilizados pelo aplicativo surgiram como forma de entretenimento. Mas não demorou para que os efeitos transformassem a aparência real dos usuários

A princípio, os filtros no Instagram foram desenvolvidos com o objetivo de divertir os usuários dessa rede social. Também para aumentar o engajamento e o tempo passado nela. Contudo, com o tempo, começaram a surgir “efeitos colaterais” de grande impacto na sociedade, entre os quais um dos mais preocupantes é o movimento de pessoas que modificam sua aparência para deixá-la com aparência semelhante à provacada pelos filtros.

De acordo com o estudo realizado em 2017 pela a Academia de Cirurgiões Plásticos, 55% das pessoas que fizeram procedimentos estéticos em naquele ano tinham como referência os recursos do Instagram. No Brasil, 20% dos jovens entre 15 a 25 anos realizaram bichectomia para afinar as bochechas nas selfies.

Diante de tais dados, em 2019, o Instagram removeu filtros que simulavam cirurgias plásticas ou procedimentos estéticos. Mesmo assim, hoje, ainda existem diversas possibilidades de filtros nos stories da rede.

Segundo a psicóloga Patricia Capuani, a fixação por uma aparência computadorizada pode representar riscos psicológicos. “A partir do momento em que existe uma procura descontrolada pela a perfeição com os filtros, as pessoas  passam a ter reações psicossomáticas. Essa convulsão por um padrão de beleza faz com que não aceitem a processo biológico do corpo. Claro que é importante ficar confortável com o que está incomodando, mas sem exagero”.

Filtros a seu favor

Saber como os filtros podem afetar a autoestima significa ter que parar de usá-los para sempre? É claro que não! Os filtros ainda são uma boa maneira de se divertir.

Patrícia avalia que não há nada de errado em querer editar uma foto. O importante é que o usuário entenda que sua aparência não é pior que a versão no Instagram e que, quanto mais real, melhor.

“Podemos usar os filtros sim. Mas de maneira que não prejudique a nossa forma de ser. Trazer um equilíbrio é a melhor maneira de manter a saúde nas redes sociais”, afirma.

A psicóloga afirma ainda a relevância de refletir sobre a finalidade do uso dos filtros e aconselha um detox dos perfis que desafiam nossa autoestima. Ou seja, aquele com que nos comparamos e ficamos insatisfeitos com nós mesmos.

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