Início Colunas Cirurgia Plástica Será que só existe um tipo de cirurgia para calvície?

Será que só existe um tipo de cirurgia para calvície?

A resposta é não. Fios longos, fios curtos, FUT, FUE, robótica, rotação de retalhos, expansores, fios sintéticos… São diversas as técnicas disponíveis para solucionar o problema

Já se tentou a correção da calvície de diversas formas. Mas, atualmente, as mais consagradas e bem sucedidas são a FUT (Follicular Unit Transplantation) e a FUE (Follicular Unit Excision), sendo a principal diferença entre elas a forma como são extraídos os fios.

Na FUT, as unidades foliculares são obtidas por meio da retirada cirúrgica de uma faixa de couro cabeludo que, na sequência, é entregue a um time de auxiliares que usarão o microscópio para separar fio por fio. A cirurgia, por sua vez, nada mais é que a redistribuição desses fios da área doadora para a região com calvície.

Assim, imagine que quanto maior e mais larga essa tira de couro cabeludo, mais cabelos teremos ali. Por isso, a fim de obter uma quantidade razoável, esse corte é feito, geralmente, na parte superior da cabeça, de orelha a orelha.

Com a técnica FUE, a retirada dos fios se dá um a um. Parecido a uma caneta, o aparelho faz o processo de corte de cada unidade individualmente. Portanto, não existe a necessidade do microscópio para a separação. Esses fios são, então, contados, resfriados e identificados.

A grande vantagem dessa técnica é a “ausência” de cicatriz. O motivo das aspas aqui é porque, nesse caso, as cicatrizes são pontuais e quase imperceptíveis (menos de 1mm), mas estarão lá. A FUE, portanto, é esteticamente mais agradável e seu pós-operatório mais confortável.

Contudo, a implantação na área receptora é a etapa que considero a mais artística do processo. É nela que definimos a densidade, ou seja, a relação entre a quantidade de fios a serem extraídos e a área a ser coberta. “Mas, doutor, todo mundo consegue mega seções de 8.000 fios?” Não. Lembra que se trata de uma redistribuição?

Dessa forma, dependerá de quantos fios cada paciente tem para doar. E não é só isso: a naturalidade do resultado poderá ser dada por diversos outros cuidados, como a linha anterior, que deve ser irregular. Ninguém tem uma linha capilar retinha.

E o robô? Particularmente sou fã dele e também já participei de cirurgias usando essa tecnologia. No entanto, ainda precisa evoluir para realmente fazer diferença. Hoje, ele só faz os furinhos, como o FUE – sequer tira os cabelinhos de lá. Mesmo com ele, ainda precisamos fazer manualmente a retirada, o processo de separação e a recolocação.

Para a próxima edição, que tal falarmos sobre os tratamentos clínicos? Qualquer dúvida ou sugestão, entre em contato comigo! Até o mês que vem.

Dr. Antonio Melo (CRM 121681/RQE 61689)
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Membro da Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar
www.clinicamelo.com
Instagram: @clinicamelo_

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