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Estrelas da inclusão

A palavra do século é diversidade. Logo, devemos todos – enquanto sociedade – incentivar as potencialidades e as habilidades das pessoas com síndrome de down. Assim, garantindo melhor qualidade de vida e inclusão em nosso dia a dia

A síndrome de down afeta um em cada 750 bebês no mundo. Ela ocorre quando, dentro das células do corpo, em vez do cromossomo 21 estar em par, há três unidades dele (condição chamada de “trissomia”). Tal ocorrência genética, que não é doença e nem patologia, pode acontecer no início da gestação. Mas, deixando a parte técnica de lado, falaremos aqui dos cidadãos singulares que carregam esses genes e que, apesar das diferenças, são muito semelhantes a mim, a você e a todos.

Pessoas com síndrome de down não têm limitações e, sim, falta de oportunidades. De acordo com Sheyla Dutra, fundadora do projeto FADA – Família Diversidade e Amigos de Ribeirão Preto, “uma vez estimuladas, elas aprendem a realizar qualquer atividade. São cheias de habilidades e desejos – de novo, igual a mim e a você”.

Contudo, apesar do século XXI ser sinônimo da luta pela diversidade, o preconceito ainda se faz presente e, como a deficiência é visível, os indivíduos são rotulados e subestimados por aqueles que, desinformados, cometem um grande equívoco. “O pior obstáculo que a pessoa com síndrome de down enfrenta é a barreira que chamamos de atitudinal. Ou seja, a atitude da comunidade em relação a elas, sem ao menos conhecê-las”, ressalta Sheyla.

Os direitos à escola, ao trabalho, à vida social e ao lazer a todo e qualquer cidadão, independentemente de condição, estão resguardados pela Constituição de 1988. Entretanto, como explica a fundadora do FADA, “o grande mal é a falta de fé nas crianças que nascem com a síndrome. Afinal, muitos são tratados como ‘café com leite’ e, dificilmente, chegam à idade adulta capacitados para o mercado de trabalho. Isso dificulta ainda mais sua autonomia e independência”. Visando combater a falta de informação, Sheila decidiu disseminar informações de qualidade – eliminando as fake news – e acolher as pessoas com a deficiência, empoderando elas e suas famílias.

Preso na caixa de sapato

Alessandra Oliveira Sousa, mãe do ex-jogador da Seleção Brasileira de Futsal Down Felipe Borges de Oliveira, conta que, logo que seu filho nasceu, os médicos o levaram para uma série de exames. “Eu não entendia o que estava acontecendo, apenas queria meu filho em meus braços. Na época, a doutora de genética hesitou em me dizer que ele tinha síndrome de down. Na década de 1990, pouco se falava disso. O meu filho nasceu com problemas cardíaco e renal. As pessoas sempre me disseram que ele não seria nada, que eu deveria colocá-lo em uma caixa de sapatos e esquecer, mas nunca desisti. E a cada lágrima nos tornávamos mais fortes. O Felipe entrou na escola Egydio Pedreschi com apenas três meses de vida para receber estimulação e fisioterapia”.

A estimulação precoce é extremamente importante para o bebê com síndrome de down em razão de melhorar o seu desenvolvimento. De acordo com Alessandra, “graças à equipe do Egydio, ele andou aos cinco anos. Sempre acreditei no potencial dele, até que, ano passado, surgiu o time de futsal down e, enfim, pude ver o meu filho mostrar o seu talento”.

O esporte é uma forma importante de estimulação, visto que melhora a condição cardiovascular e aprimora a agilidade, a coordenação motora, a disciplina, a força e o repertório motor. No aspecto social, a prática proporciona a sociabilização entre pessoas com e sem deficiência, além de levar à independência e a melhor compreensão sobre a síndrome. Já no aspecto psicológico, a atividade é responsável pelo aumento de autoestima e autoconfiança.

A primeira do Brasil

Apesar dos baixos investimentos, a escola municipal ribeirão-pretana Egydio Pedreschi foi a primeira instituição do Brasil a contar com uma menina jogando na equipe de futsal down, a atleta Mariana Cristina Garcia – que atualmente representa a Associação Sócio-Educacional e Esportes Sem Fronteiras.

Mesmo com a falta de patrocinadores, o esporte adaptado cresce anualmente e, dessa maneira, um número maior de estudantes têm sua vida social aprimorada pela inclusão.

Você sabia?

O Dia Internacional da Síndrome de Down é comemorado em 21 de março (21/03) devido à condição que causa a deficiência, a triplicação do cromossomo 21 nas células do corpo. Atualmente, cerca de 300 mil cidadãos brasileiros possuem down.

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