Início Matérias Arquitetura, decoração e paisagismo Espaços integrados e flexíveis são 'requisitos básicos' para imóveis

Espaços integrados e flexíveis são ‘requisitos básicos’ para imóveis

A possibilidade de otimizar funções dos ambientes está entre as principais demandas que surgiram das mudanças sociais, principalmente, nos últimos tempos

O conceito de morar está diferente. Novas formas de enxergar a casa já vinham sendo notadas nos últimos anos e foram intensificadas diante do cenário de quarentena – afinal, muita gente teve que transformar o lar em um pequeno mundo particular. Só que as mudanças não param por aí.

“As pessoas têm desejado ambientes mais abertos, integrados e flexíveis. Elas querem poder passar mais tempo juntas. Sendo assim, não se importam em dividir os espaços em que habitam com diferentes tarefas”, avalia a arquiteta Patrícia Makhoul.

Nesse sentido, ela enfatiza a demanda por áreas decoradas que posam ser partilhadas por todos; espaços integrados e funcionais, tanto para trabalho dos adultos, quanto estudo das crianças. E que, ao mesmo tempo, sejam agradáveis e aconchegantes.

“Além disso, o espaço integrado possibilita reunir as pessoas, não somente visitas, mas a própria família que mora ali. Se você tem uma cozinha integrada à sala, por exemplo, você está conectada com o filho que assiste à TV enquanto você cozinha. O home office pode ser integrado com o quarto, com a sala ou a varanda e o quarto com parte do banheiro”, aponta.

Reflexos estruturais

Dessa forma, tais demandas provocaram ainda a evolução das construções em direção às necessidades e aos desejos dos moradores, bem como fazendo uso das novas tecnologias disponíveis.

“As construtoras estão sempre estudando e projetando suas edificações de acordo com o mercado imobiliário e com o estilo de vida das pessoas, que vem a cada período mudando. Residências com espaços integrados já viraram uma tendência, assim como pé-direito alto (favorecendo a iluminação e a ventilação naturais) e espaços com múltiplas opções de lazer”.

Varanda do empreendimento Marquises Park Residence, da Perplan | Crédito: Divulgação

Segundo Patrícia, é possível perceber que os anúncios de venda de novos apartamentos deixam claro essas características. Hoje, não são raros os apartamentos compactos, além de plantas como os studios, nos quais os espaços integrados aparecem, mas representam, também, a economia de espaços na estrutura das cidades.

Outros aspectos

E não foi só o sentimento em relação à casa que mudou. A sociedade se transformou. Um exemplo são famílias menores, com menos filhos, que também influenciaram nas plantas mais enxutas, justificadas ainda pela necessidade de cortar gastos diante de diferentes cenários econômicos.

A população começou também a prestar atenção à sustentabilidade. Assim, foram adotadas novas técnicas construtivas, utilizando materiais que impactam menos o meio ambiente e com medidas que ajudem a reduzir o consumo de energia e de água, por exemplo.

“A tecnologia evoluiu de forma espantosa. Foi criado o conceito de ‘casa inteligente’ com o uso de automação para controlar a intensidade das luzes, a temperatura e outros aspectos. O que se espera é que essas tendências continuem fortes nos próximos anos”, destaca a arquiteta.

Ainda para o futuro, Patrícia prevê a intensificação de empreendimentos “mixed use”, que agrupam, em um mesmo local, imóveis residenciais e comerciais, como consultórios, hotéis e lojas.

“Essa tendência deverá se acentuar em um futuro não tão distante, especialmente quando o assunto for reduzir o uso dos carros e otimizar tempo. Dessa forma, consegue-se viver e trabalhar em um mesmo endereço, aumentando a qualidade de vida e o bem-estar – itens que devem ser cada vez mais procurados nas moradias”.

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