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Entidades defendem transparência para gestão eficiente de Ribeirão

De acordo com um comitê municipal fundado há dois anos, transparência e controle social são fundamentais para garantir a eficiência dos serviços públicos

Um governo transparente, que possibilita a fiscalização e participação ativa da sociedade fiscalizando, tem menos chances de errar e de praticar ilícitos. Em contrapartida, se torna mais eficiente. Defendendo esses princípios, entidades representativas de Ribeirão Preto se uniram para ampliar a transparência da gestão da cidade.

O Comitê Municipal de Transparência elaborou o pré-projeto da Política Municipal de Transparência e Controle Social, e, desde dezembro de 2019, vem debatendo com a prefeitura a criação de instrumentos para ampliar a fiscalização externa, como a criação de um Conselho Municipal de Transparência.

A coalização de entidades foi fundada há dois anos e conta com outros 15 integrantes, como OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), grupos de estudo da USP e Instituto Ribeirão 2030.

“A ampla transparência cria um círculo virtuoso. O administrador ou funcionário público, sabendo que está sendo vigiado, tende a praticar seus atos com maior zelo. Além disso, a participação social fará com que ele enxergue onde está se gastando muito ou errado. A transparência sempre terá como produto final, via de regra, a eficiência”, explica o advogado Jorge Sanchez, conselheiro da Amarribo (organização social de combate à corrupção).

Desenvolvimento com transparência

Esse tema é, também, um dos destaques do Plano de Cidade, formado por um compilado de 300 sugestões de políticas públicas, coordenado pelo Instituto Ribeirão 2030 e entregue aos candidatos a prefeito no ano passado. A ONG defende que as informações oficiais sejam transmitidas sem restrições, para que a sociedade fiscalize e auxilie os governantes.

Nesse sentido, o Instituto sugere a reformulação dos portais de transparência, a implementação de uma política de abertura de dados, realização de hackathons para startups ajudarem na elaboração de sistemas e a replicação de bons exemplos realizados em outros municípios, como o programa Agentes de Governo Aberto da prefeitura de São Paulo, que contrata funcionários para aproximar a gestão pública da população.

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1 COMENTÁRIO

  1. “Defender” é lindo, mas o fato é que os políticos, de todos os matizes e grossuras de verniz NÃO QUEREM ISSO. Vemos isso em Ribeirão… Se a sociedade civil não conseguir um jeito DE FORÇAR a transparência e a gestão eficiente, NUNCA vai ser nada além de um belo sonho de noite de verão. As pessoas tem que entender que votar não é o fim do processo, MAS O COMEÇO e o mais importante. O político tem que ser incomodado, colocado contra a parede diuturnamente, seja com questionamentos, seja com interpelações oficiais, inclusive via judicial, para fazer de sua vida UM INFERNO. Quem trabalhar direito, não terá problemas em oferecer o pedido, os malandros, os pilantras, os aproveitadores e os desonestos mesmo, vão se sentir tão em risco que, das duas uma: vão ser menos ruins ou vão desistir da vida pública.

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