Início Matérias Beleza & Bem-estar Entenda o procedimento e os riscos da harmonização facial

Entenda o procedimento e os riscos da harmonização facial

A busca pela harmonização dos traços do rosto se popularizou entre famosos e influenciadores que expõem os resultados nas redes sociais

Padrões de beleza tendem a mudar ao longo dos anos e, com eles, os diferentes tratamentos estéticos que permitem alcançar o “modelo ideal” ou algo próximo a ele. Recentemente, o procedimento que vem se destacando no campo da beleza, especialmente entre celebridades e influenciadores digitais, é a harmonização facial.

O termo se popularizou e cada vez mais pessoas têm buscado profissionais que realizam o procedimento para alcançar a desejada “harmonização”. O tratamento, contudo, já existia desde os anos 90, ainda que mais limitado às correções de sulco ou rugas nas regiões tratadas.

Para tal, usava-se preenchedores faciais, como botox e ácido hialurônico, que, com o passar do tempo, começaram a ser utilizados para volume, reconstrução e harmonização da face.

A harmonização facial pode ser um tratamento estético gratificante para quem busca o alinhamento dos seus traços e a saúde da pele. Entretanto, quando realizada de forma exagerada ou até mesmo não adequada, pode mais prejudicar que ajudar.

A harmonização

Pouco invasivo, o processo consiste em um conjunto de procedimentos com o objetivo de encontrar o equilíbrio entre as proporções do rosto. Assim, alinhando determinadas áreas como nariz, queixo, dentes e região malar – onde se encontram os ossos da bochecha.

A realização da harmonização deve ser feita por especialistas competentes na área. Por falta de um regulamento, no Brasil, diversos profissionais de diferentes âmbitos estão executando o procedimento, mas a recomendação é que se procure responsáveis certificados, assim como afirma o médico dermatologista Arthur Basile (CRM – 125217 / RQUE – 69893). “O profissional mais adequado para tratar a pele do paciente é o dermatologista, certificado pela SBD (sociedade brasileira de dermatologia)”.

Os resultados da harmonização são imediatos, mas a pele leva de 20 a 30 dias para acomodar e apresentar o efeito final. Por ser reabsorvível, a aplicação do ácido hialurônico no procedimento precisa ser renovada anualmente ou de acordo com cada caso.

Os riscos

Diferente de muitos tratamentos estéticos, a harmonização facial possui riscos que vão além dos físicos, de acordo com o Dr. Basile. “Além da alteração estética que estamos vendo hoje, com uma padronização da beleza, na qual todos têm os mesmos formatos de rosto e as mesmas características de contorno, pode ocorrer a perda da individualidade, o que pode gerar alguns transtornos psicossociais”.

Entre os maiores riscos físicos do procedimento estão infecção ou inflamação, e os perigos técnicos de necrose de pele e cegueira, principalmente em casos nos quais profissionais não habilitados não identificam e corrigem o processo.

O conceito de uso do ácido hialurônico para remodelar e harmonizar essas proporções da face deve ser levado em séria consideração e ir além do que está nas redes sociais. Apesar da aplicação ter um efeito temporário, “o ideal é o paciente ter consciência do que ele quer e alinhar isso com seu dermatologista, para que não haja frustrações e ter que reverter o caso, pois nunca é 100%”, destaca o dermatologista.

Leia também: Nanoblanding: preenchimento de sobrancelhas com efeito natural

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu Comentário
Por favor coloque seu nome aqui

MAIS LIDAS DA SEMANA

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!