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Vacina contra o Covid-19 deve entrar em fase de testes em Ribeirão Preto

A Farmacore busca mais investimentos para dar continuidade à produção da vacina contra o Covid-19; os testes em animais devem começar em julho

Há uma grande expectativa mundial pela criação de uma vacina contra o Covid-19. No momento, são vários os produtos em fase de desenvolvimento e testes – inclusive em Ribeirão Preto. Na cidade, a vacina começará a ser testada em camundongos, sendo que os responsáveis buscam financiamento a fim de avançar para as etapas seguintes.

De acordo com Helena Faccioli Lopes, CEO da Farmacore, empresa responsável por essa possível vacina, a previsão é que os testes sejam iniciados no mês de julho. Porém, existe uma série de etapas a serem seguidas. 

O caminho até a vacina contra o Covid-19

A primeira parte do estudo será um teste rápido em camundongos, para verificar se a vacina produz anticorpos. Com esse resultado, será possível avançar para o ensaio clínico em humanos e testar a eficácia e a produção de anticorpos nas pessoas.

Na sequência do ensaio clínico, deverão ser avaliadas as doses e os possíveis efeitos colaterais. A partir da aprovação nessa etapa, a empresa pode pedir o registro da vacina na ANVISA, dando início à produção e à comercialização. Os resultados preliminares do estudo são esperados para o final de julho. 

O projeto já foi apresentado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A pesquisa acontece em parceria com a Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto e a PDS Biotechnology.

Diferenciação ribeirão-pretana

Essa possível vacina produzida em Ribeirão Preto conta com o diferencial de oferecer uma modulação do sistema imunológico e não usar o vírus vivo ou atenuado. Ou seja: não tem a toxicidade normalmente observada nos produtos que agem no sistema imunológico. 

“Ela oferece segurança, sem toxicidade e pode ter uma proteção prolongada, maior que as outras vacinas. Isso, mesmo se houver pequenas mutações no coronavírus que estiver no ambiente”, explica Helena.

Disputa pelo “ouro”

A CEO da Farmacore afirma que a corrida pela vacina, neste momento, é bastante necessária, ainda que envolva muitos riscos. Nesse sentido, quanto mais possibilidades forem apresentadas, maior a chance de se obter uma que realmente funcione. 

“Além disso, nenhuma indústria no mundo consegue suprir a demanda mundial que necessitamos. Vamos precisar de, pelo menos, seis ou sete vacinas diferentes no mercado para que toda a população tenha acesso”, argumenta.

Custos da produção

O processo de pesquisa e de produção da vacina não é barato. Célio Lopes, consultor científico da Farmacore, estima que será necessário um investimento de US$2 milhões para a realização de todas as etapas antes da testagem em humanos.

No momento, a empresa possui recursos para realizar a 1ª fase dos testes em animais. Por isso, a Farmacore busca recursos por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, de instituições públicas parceiras e também de investimento privados.

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