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É oficial: movimento civil atua para acelerar vacinação em massa

Iniciativa Unidos Pela Vacina, liderado por Luiza Helena Trajano, pretende atingir a meta de vacinação até setembro; “Vacina é a única alternativa”, destacou

A empresária Luiza Helena Trajano apresentou, oficialmente, na tarde desta quinta-feira (08), o movimento da sociedade civil Unidos Pela Vacina, durante uma transmissão online, que contou com a participação virtual de empresários, executivos e outras lideranças corporativas, além da imprensa.

A apresentação no formato de um Lide Talks, organizado pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, contou com mediação de Luiz Fernando Furlan, chairman do grupo, e participação de Marcelo Silva, presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), entidade que apoia a iniciativa.

No encontro, a presidente do Conselho do Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil, responsável por criar a iniciativa em setembro, explicou que o Unidos Pela Vacina é um movimento totalmente apartidário e sem interesse comercial, que visa acelerar o programa nacional de imunização em massa da população, ajudando o poder público na aquisição, distribuição e aplicação dos imunizantes em todo o país, de forma que a meta de imunização seja atingida até setembro.

“No Grupo das Mulheres, percebemos que não podíamos ficar de braços cruzados, mas que também não dava para fazer nada sozinhas. E a vacina é a única alternativa que temos”, defendeu Luiza Helena, ressaltando ainda que não adianta procurar culpados nesse momento.

“Temos que focar na solução. Temos que olhar para o futuro, dialogar com todos os grupos e estar abertos às mudanças no caminho. Temos que deixar de ser esquerda ou direita. Nesse momento, temos que estar unidos em um só propósito: salvar o Brasil”.

Unidos pela vacinação no Brasil

De acordo com Luiza Helena, o movimento Unidos Pela Vacina conta, hoje, com quase 3 mil participantes, entre pessoas físicas, empresas e organizações, e as doações já acontecem em todos os estados do Brasil a fim de garantir estrutura logística, inclusive para a compra de insumos.

Nesse sentido, pesquisa realizada pelo movimento mostrou que não somente a vacina é necessária, toda uma rede de suporte também se faz necessária. Municípios relataram, entre outros aspectos, falta de itens como geladeiras e caixas térmicas, dificuldades de acesso à internet, ausência de recursos humanos e até problemas de comunicação com a população.

“Estou impressionada com a mobilização da sociedade civil. Estamos fazendo vários experimentos e criamos uma área de conexão, que conecta as prefeituras e suas necessidades às empresas que podem doar o que elas precisam. Não é doar dinheiro. O movimento não media o processo. A doação é diretamente do que cada município precisa”.

As conexões, por sua vez, são feitas por meio de representantes (normalmente, uma Mulher do Brasil e um empresário local) alocados em diferentes cidades, e também em comunicação com o governo federal e, na outra ponta, com governantes municipais. Para saber mais detalhes sobre como ajudar ou ser ajudado, acesse o site oficial (clique aqui).

“A gente tem trabalhado dia e noite. Estamos fazendo, porque precisamos agir, precisamos fazer acontecer. E é para já”, relatou a líder da iniciativa, cujas doações serão listadas no site oficial, garantindo total transparência das ações.

Quanto à compra de vacinas, Luiza Helena negou essa possibilidade, mas disse acreditar que os brasileiros estarão vacinados até setembro.

“O grupo Unidos Pela Vacina não vai comprar vacina, porque não tem vacina para vender. As farmacêuticas só podem vender depois que o Governo Federal cumprir a meta dele. […] hoje, a dificuldade não está no dinheiro para comprar, mas na falta de vacina. Não tem. E ainda temos que agradecer que temos dois laboratórios produzindo. Somos os únicos na América Latina com dois produtores. O SUS é o maior sistema de saúde do mundo, com uma experiência enorme de vacinação. Os outros países ficam impressionados”, destacou.

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