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Dia do atleta paraolímpico: minha promessa será dívida!

No dia 22 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Atleta Paralímpico. E nada como entender essa realidade para devidamente entender essa celebração

Dia Nacional do Atleta Paralímpico. Pensando nele, acho engraçado como certos acontecimentos só ganham importância quando você os transfere para a sua realidade. Nunca nem sonhei que essa data existia até perceber que eu poderia ser um esportista – mesmo com todas as dificuldades que a condição física sempre me impôs.

A minha ligação com o esporte paralímpico sempre foi de frustração e de tristeza. Pelo menos até bem pouco tempo atrás, antes de eu descobrir a boccia paralímpica! Em toda Paralimpíada, meu cérebro altamente competitivo e maluco por adrenalina pensava: “Não é possível que vou morrer sem experimentar essa sensação”.

E não me entenda mal. Sou feliz, realizado e apaixonado pela comédia stand-up que tenho o prazer de apresentar. Mas a boccia veio para preencher uma lacuna que eu nem sabia que existia dentro de mim. A cada treino, parece que, assim como quando subo ao palco, Deus me pega pela mão e diz “agora sua deficiência não existe! Esquece tudo e vai!”

atleta-paralimpico | Crédito: Divulgação
Atletas de boccia paralímpica | Crédito: Divulgação

De onde vem as limitações 

Só passei a dar valor a todos os adeptos do paradesporto depois que comecei a ouvir frases célebres como “Mas será que você dá conta?”, “Você não vai conseguir fazer nada com essa mão aí!”. Afinal, aquela mesma vontade que fiquei de tapar a boca de quem me disse isso, eu imagino que todo paratleta já tenha sentido algum dia.

Depois de inserido nessa realidade, você percebe que as dificuldades de um paradesportista vai além das questões corporais, implementos caros e condições de treino (que, às vezes, estão longe das ideais). Você descobre que envolve também renúncia de coisas que você gosta. No meu caso, noitadas e farras alimentares são exemplos do que estou falando.

Encerro esse texto parabenizando todos os que trabalham com o esporte paralímpico, em especial à minha técnica Juliana Maciel. Ela me fez descobrir esse novo mundo de possibilidades e fazer uma promessa a todos os leitores do Mundo Zumm: 2024, Paralimpíadas de Paris, uma das medalhas do Brasil será minha!   

Gabriel Pereira 
Jornalista, deficiente físico e escritor
Autor do livro “NEM TE CONTOs”
@gabspjornalista

Leia também: A única arma de um deficiente físico
Assista: Papo Zumm: Vinhos do Douro

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