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Descubra por que seu cronograma de estudos não funciona

Se ter disciplina para estudar está entre suas maiores dificuldades, fique atento aos erros que você pode estar cometendo na hora de montar seu cronograma

Começo do ano é sempre aquela agitação para montar um cronograma de estudos, principalmente para quem está em tempos de vestibular ou concursos. Contudo, passar horas debruçado sobre livros pode não ser a melhor forma de aprender. Para que as leituras e os exercícios sejam realmente eficazes na aprendizagem, é importante ter organização.

De acordo com Renata Gabriel de Oliveira, professora de Filosofia, Sociologia, Arte no Colégio Marista, observar como é a rotina, o tempo livre e usar técnicas para aumentar a produtividade do tempo são algumas medidas importantes para que os alunos elaborem um cronograma de estudos.

“Durante o tempo em que me dediquei a essa função, pude perceber que os estudantes cometem alguns equívocos ao elaborar seu cronograma, muitos deles advindos de hábitos enraizados que precisam ser revistos”, aponta Renata, ressaltando a importância de respeitar, inclusive, os momentos de descanso.

Por esse motivo, o Mundo Zumm pediu para a professora listar os erros mais comuns cometidos na hora de se organizar para estudar e os pontos que merecem atenção no planejamento. Confira a seguir e veja quais desses motivos fazem com que seu cronograma não funcione:

Erros mais comuns entre os alunos na hora de organizar um cronograma de estudos | Créditos: Pexels

1. Acúmulo de conteúdo

Os alunos tendem a não organizar sua rotina diária e deixam de fazer a revisão do conteúdo do dia ou realizar as tarefas. Assim, o conteúdo ministrado em aula vai se acumulando ao longo da semana. As defasagens, quando não camufladas, são ignoradas pelo estudante, que não consegue identificá-las no interior do processo de aprendizagem. Por isso, desde muito cedo, o ideal é seguir o lema “matéria dada, matéria estudada”. 

2. Metodologias iguais para áreas distintas

É comum os alunos utilizarem as mesmas técnicas e procedimentos para estudarem conteúdos de disciplinas diferentes, esquecendo que cada componente curricular carrega suas peculiaridades. Por exemplo: se, em Filosofia, a leitura e a intepretação de texto são fundamentais, na Matemática, o mesmo deve ser aplicado à resolução dos exercícios.

3. Estudo apenas no período de provas

Esse é o hábito mais comum entre os estudantes e um dos mais prejudiciais. Ele parte da premissa que o processo pedagógico se restringe à prova e à obtenção de uma nota, e desconsidera que a aprendizagem é cotidiana, bem como a recuperação dos conteúdos e a superação das defasagens de aprendizagem. 

4. Foco em um só tema

Quem nunca deixou de estudar um conteúdo que sabe mais para estudar aquele em que possui maior dificuldade? O grande risco aqui é focar demais em determinados componentes e conteúdos e negligenciar os outros a ponto de desenvolver dificuldades em matérias que, até então, eram “fáceis” – tudo porque não foram corretamente estudados por mero descuido.

5. Ausência de cronograma escolar

Para que o estudo seja produtivo, o aluno deve organizar o seu espaço, construir uma agenda, planejar suas atividades. No decorrer do ano letivo, quando as atividades vão se intensificando, ter uma agenda atualizada auxilia no cumprimento dos prazos.

6. Sobrecarga de atividades

Com a chegada do “Novo Ensino Médio”, o estudante tem que ficar ainda mais atento na hora de escolher as disciplinas e atividades a serem realizadas no contraturno. Nesse momento, ter um cronograma organizado ajuda bastante a conferir os horários e verificar a possibilidade real de atender a todas as demandas.

7. Uso constante de celular

A tecnologia conquistou seu espaço no universo pedagógico, de modo que os alunos devem ser instruídos sobre como utilizá-la a seu favor. Um celular, mesmo que no silencioso, em cima da mesa, seja na sala de aula ou em casa, representa uma fonte de inúmeras distrações para o estudante, pois o “desconecta” do foco do estudo para, recorrentemente, levá-lo ao universo das redes sociais, aplicativos, jogos, bate-papo, entre outros.

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