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Nas ruas ou nas quadras, patinação é para quem busca liberdade

Praticada em diferentes modalidades, sob duas ou quatro rodas, a patinação vem ganhando espaço em Ribeirão Preto e região; descubra detalhes da atividade

Quando precisa se reconectar consigo mesma, focando suas energias, a jornalista Bruna Marchi sai para patinar nas ruas de Ribeirão Preto. Quando deseja se desafiar, ela também coloca os patins. E quando chega a hora de se exercitar? Lá estão eles de novo. “Patinação é incrível. É terapêutica, libertadora, saudável. É uma oportunidade de inovar, encarar novos desafios e beneficiar o corpo”, conta ela, que descobriu a atividade há 11 anos.

Se Bruna já tem uma conexão antiga com a patinação, esse exercício parece estar ganhando força nos últimos tempos – tanto que agora já se encontra com mais facilidade, na cidade e na região, clubes e academias oferecendo aulas de diferentes modalidades e espaços para a prática.

Patinação | Foto: Divulgação
Patins in line: mais radical e veloz | Foto: Divulgação

Essa também é a percepção de Bruna, que tem sido mais abordada por pessoas perguntando onde ela patina, desde quando, se é muito difícil… a jornalista acredita que isso acontece porque, especialmente desde a pandemia, as pessoas estão buscando formas diferentes de se movimentar.

“Elas estão à procura do novo, de algo mais desafiador, que possa mudar a rotina. Sair da zona de conforto. Isso tanto quem ainda não faz exercício físico e quer começar algo diferente, quanto quem já faz, mas está preso na musculação ou treinos muito repetitivos. Até porque é uma atividade que fortalece muito a musculatura”.

Em fila, mas livre

A jornalista é adepta dos patins conhecidos como in-line, aqueles que têm quatro rodas enfileiradas e com os freios na parte de trás. “O que mais me atrai é a flexibilidade e os movimentos que a prática proporciona para o corpo. É libertador andar de patins. Você se sente muito livre”, destaca.

Essa liberdade inclui também os espaços onde pode andar, uma vez que não existe lugar certo. Bruna, por exemplo, costuma ir ao bairro Olhos D’água, que possui longas avenidas, à Avenida Maurílio Biagi ou até mesmo ao calçadão de Ribeirão. A Praça da Bicicleta, por sua vez, parece ter se tornado um point onde vários patinadores se encontram.

Bruna conta que também se sente atraída pelo lado radical do in-line, diante da possibilidade de praticar manobras e atingir uma velocidade maior. Contudo, ela não se limita a ele. Buscando aprimorar suas habilidades, ela já se aventurou pela patinação no gelo e, mais recentemente, em aulas de patinação artística.

“Essa modalidade cria movimentos corporais diferentes, bem como ativa outras partes do corpo. Também exige uma certa delicadeza, elegância, beleza de movimentos”, analisa.

Patinação | Foto: Lucimara Maria de Mello
Equipe de patinação artística | Foto: Lucimara Maria de Mello

Veia artística

Foi justamente o encanto provocado por essa movimentação em cima dos patins, quando tinha apenas 7 anos, que transformou Lucimara Maria de Mello em professora, técnica e coreógrafa de patinação artística.

“Já no início dos anos 90, a equipe de Sertãozinho fazia shows maravilhosos na região. Minha mãe me levava para assistir e eu ficava encantada. Mas não tínhamos condições de comprar patins. Minha prima ganhou um e me emprestava. Até que, depois de algum tempo, ela doou eles para mim e, quando eu tinha 12 anos, comecei a ter aulas por meio de um projeto da prefeitura de Brodowski, onde agora sou professora”, lembra, citando que, na época, Pontal e Ribeirão também já tinham suas equipes.

patinação juvenil | Foto: Lucimara Maria de Mello
Lucimara durante uma de suas vitórias na patinação artística | Foto: Lucimara Maria de Mello

Desde então, Lucimara já participou de diversas competições regionais, estaduais e nacionais. Ela é bicampeã brasileira de patinação artística na modalidade livre (2008/2018) e campeã Paulista (2008).

Apesar desse histórico, a coreógrafa revela que a modalidade é pouco conhecida no Brasil, fazendo com que ainda haja dificuldade em conseguir patrocinadores e quadras para treinar. Contudo, segundo ela, programas de TV, como a série Soy Luna, tem ajudado a difundir a prática, ao mesmo tempo em que começou a surgir no mercado um número maior de modelos de patins, tanto do in-line quanto do quad – sendo este o usado para apresentações artísticas.

Patinação sem limites

Patinação | Foto: Lucimara Maria de Mello
Apresentação de patinação artística | Foto: Lucimara Maria de Mello

Caracterizado por ter quatro rodas, dispostas duas a duas, freios de borracha (na frente das rodas), bota de cano alto e base resistente, o modelo quad é usado nas várias submodalidades dentro da patinação artística. Algumas delas são: livre individual, dupla de dança, solo dance, free dance, quartetos, entre outras. Isso sem falar dos outros tipos de patinação, como a de velocidade e no gelo.

Mas uma característica é comum a todos: a diversão. “Nas aulas, por exemplo, os alunos aprendem noções básicas como cair e levantar de maneira correta, marchar, deslizar de frente e de costas, frear, equilibrar sem um pé no chão…. Já o treinamento exige muita disciplina, dedicação e empenho por parte do patinador, já que os movimentos devem ser cada vez mais precisos. Mas é sempre muito divertido”, garante Lucimara.

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