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5 livros essenciais para você entender o movimento feminista

Feminista sim! A seleção de livros a seguir ajuda a compreender o movimento pelos direitos das mulheres e suas contribuições para a história – inclusive a sua!

Para muito além da prática de leitura, os livros também são responsáveis por desencadear mudanças gradativas e significativas no mundo real. Quer uma exemplo: o aumento de títulos escritos por mulheres nas livrarias, o que é, ao mesmo tempo, causa e consequência da nova onda do movimento feminista.

“Causa” porque são as escritoras, com seu ponto de vista único, que reacendem o debate; e “consequência”, uma vez que, quanto mais “barulho” o movimento faz, mais as mulheres ganham espaço nas prateleiras.

Feminista, você?

No entanto, o conceito de “feminismo” e de “ser feminista” ainda é pouco claro para muitas pessoas, entre as quais existem aquelas que acreditam em estereótipos fabricados e falsos, como o de que feministas não usam maquiagem, não se depilam e odeiam homens.

Contudo, e ao contrário do que muitos pensam, o feminismo não é o oposto do machismo. O movimento chegou como uma forma de desconstruir as estruturas do mundo moderno, que tem como base a figura do homem em papéis de dominação e poder, enquanto as mulheres são subjugadas com restrições, imposições, cobranças e idealizações.

Para entender melhor o movimento, o Mundo Zumm convidou a jornalista Larissa Tassin, redatora da revista digital Feminismo em Pauta, para indicar cinco livros que estabelecem um diálogo sobre a luta pela igualdade de gênero e pelos direitos das mulheres.

Entre as recomendações, estão livros que toda mulher deveria ler para reconhecer sua voz, seu espaço e sua importância no mundo. Vamos juntas nessa jornada?

Sejamos todos feministas | Chimamanda Ngozi Adichie 

O livro é uma adaptação da palestra de Chimamnda Ngozi Adichie, em 2012. Em sua fala, a autora aponta como a palavra “feminismo” é cercada por preconceitos e estereótipos, os quais criam impedimentos para que o movimento feminista tenha sua potência e necessidade compreendidas. De forma gentil e que lembra uma conversa entre amigos, Chimamanda vai desmistificando a ideia e convida a todos (ou todes) a serem feministas. 

Feminismo para os 99% – Um Manifesto | Cinzia Arruzza, Tithi Bhattacharya e Nancy Fraser

Para as autoras deste manifesto, o capitalismo é o centro de toda crise global, seja ela social, econômica, política, ética, ambiental, de identidade, de pertencimento, de escolhas ou de falta de escolhas.

Elas defendem que para enfrentar esses vários desafios é necessário que haja múltiplos movimentos sociais e que eles saibam dialogar entre si. Além disso, elas consideram que o feminismo não pode ser único; deve-se falar em “feminismos”, no plural. Assim, as ações e discussões sobre o enfrentamento das desigualdades de gênero têm que levar em conta fatores diversos, como raça, condição social, acesso à informação e educação. E esses feminismos devem ser acessíveis a todas as mulheres.

Clube da Luta Feminista – Um Manual de Sobrevivência (Para Um Ambiente de Trabalho Machista) | Jessica Bennett

O livro traz reflexões sobre a divisão sexual do trabalho e como as formas sutis de machismo afetam diretamente as carreiras e a remuneração das mulheres nos trabalhos formais. O livro também traz, de forma descontraída e leve, o significado de palavras como “patriarcado” e manterruption. E, como o título promete, dá dicas de como sobreviver ao machismo no ambiente de trabalho. 

Por que lutamos? – Um Livro Sobre Amor e Igualdade | Manuela D’Ávila

Em pouco mais de 100 páginas, a jornalista e política Manuela D’Ávila conversa com o leitor sobre sua trajetória nos movimentos sociais, contando como se percebeu feminista. O relato é exemplificado a partir do histórico de algumas situações sociais e entrelaçado com reflexões sobre a importância do movimento feminista. Ao ler esse livro, parece que estamos sentadas em uma mesa de bar, ouvindo Manuela contar sobre sua vida e nos fazendo pensar sobre igualdades. 

Sobrevivi… Posso contar | Maria da Penha

Maria da Penha é uma farmacêutica e bioquímica que ficou conhecida por lutar para que seu agressor e ex-marido fosse condenado pela Justiça por tentar matá-la duas vezes. Após precisar levar seu caso até à Comissão Internacional de Direitos Humanos, ela viu sancionada uma lei que leva seu nome: a Lei Maria da Penha, a 1ª norma do Brasil a tratar sobre a violência doméstica.

No livro, Maria da Penha conta sua trajetória em detalhes e mostra o quão marcante foi e ainda é a sua luta.

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